“Impulsos”: espetáculo abre celebrações dos 55 anos
de uma das companhias mais importantes da dança brasileira

 

 

A dança brasileira vive um momento especial. Em Belo Horizonte, a Cia. de Dança Palácio das Artes inicia as comemorações de seus 55 anos de história com o espetáculo “Impulsos”, uma criação que mistura energia, experimentação e novas narrativas coreográficas.

 

A companhia — um dos corpos artísticos mantidos pela Fundação Clóvis Salgado — apresenta o espetáculo no Palácio das Artes, um dos maiores complexos culturais da América do Sul e referência na formação e difusão artística no Brasil.

A montagem reúne duas coreografias inéditas, criadas pelos coreógrafos Alex Soares e Alan Keller, explorando temas aparentemente improváveis — o ritual do café e o universo narrativo dos jogos de RPG — transformados em movimento, dramaturgia e experiência sensorial.

 

Uma das peças, intitulada “60 Grãos”, parte de uma curiosidade histórica: o compositor Ludwig van Beethoven costumava preparar café contando exatamente 60 grãos por xícara. A coreografia traduz essa obsessão em ritmo acelerado, tensão corporal e movimentos intensos que refletem o impacto da cafeína no corpo.

 

Já a segunda obra, “PLOT”, mergulha na lógica dos jogos de RPG, onde narrativas são construídas coletivamente e cada decisão altera o rumo da história. No palco, isso se transforma em improvisação estruturada, interação entre bailarinos e uma dramaturgia em constante mutação.

 

Mais do que um espetáculo, “Impulsos” marca o início de uma programação especial que celebrará a trajetória da companhia ao longo de 2026, incluindo novos espetáculos, projetos históricos e até o lançamento de um livro dedicado à história da companhia.

 

Fundada em 1971, a Cia. de Dança Palácio das Artes construiu ao longo das décadas um repertório que atravessa diferentes fases da dança brasileira, passando do balé clássico para uma identidade contemporânea que dialoga com múltiplas linguagens artísticas.

 

Celebrar 55 anos não é apenas olhar para o passado — é reafirmar que a dança continua sendo um território de criação, risco e movimento.

 

E se “Impulsos” abre essa jornada, a pergunta que fica é:
quais novos caminhos a dança brasileira ainda pode descobrir?

Corpo de Dança do Amazonas apresenta “TA | Sobre Ser Grande” na MITsp 2026

 

O Corpo de Dança do Amazonas (CDA) integra a programação da 11ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp) com o espetáculo “TA | Sobre Ser Grande”, apresentado nos dias 10 e 11 de março, às 20h30, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

 

Criada pelo coreógrafo e diretor artístico Mario Nascimento, a obra é uma livre criação inspirada no território amazônico, trazendo à cena elementos da cultura, ancestralidade e cosmologia do povo indígena Tikuna.

 

Considerada um dos principais festivais de artes cênicas do país, a MITsp acontece de 6 a 15 de março e reúne artistas brasileiros e internacionais em uma programação que inclui espetáculos, debates, oficinas e encontros dedicados à reflexão sobre a contemporaneidade nas artes da cena.

Com “TA | Sobre Ser Grande”, o Corpo de Dança do Amazonas reforça a presença da dança brasileira no festival, propondo uma experiência cênica que conecta corpo, território e memória ancestral.

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Studio3 Cia de Dança apresenta espetáculo “PARIS” no MASP

 

A Studio3 Cia de Dança apresenta o espetáculo “PARIS” nos dias 26 e 27 de março de 2026, às 20h, no Auditório do MASP, em São Paulo. Com entrada gratuita, os ingressos serão distribuídos na bilheteria duas horas antes do início da apresentação.

 

Com concepção e direção cênica de Jorge Takla e direção coreográfica de Anselmo Zolla, o espetáculo propõe uma viagem pela memória de Gabrielle Chanel, evocando a efervescência artística da Paris do início do século XX. Em cena, dança, teatro, vídeo-projeções e canto ao vivo recriam o universo de grandes nomes da arte como Isadora Duncan, Anna Pavlova, Pablo Picasso, Igor Stravinsky e Josephine Baker.

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São Paulo Companhia de Dança apresenta espetáculo e oficinas gratuitas em Taboão da Serra

 

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) realiza no dia 14 de março uma programação gratuita no CEMUR – Centro Municipal de Recreação e Cultura de Taboão da Serra. As atividades começam pela manhã com duas oficinas: Balé Clássico (10h) e Repertório em Movimento (11h45), voltadas a participantes a partir de 14 anos com nível intermediário.

Às 19h, o público poderá assistir ao espetáculo da companhia, que apresenta três obras do repertório: Grand Pas de Deux de O Cisne Negro, de Mario Galizzi; ATÔMICO, de Sérgio Galdino; e play!ground, de Letícia Forattini. A abertura será realizada pela Escola Municipal de Artes de Taboão da Serra.

 

Com entrada gratuita e acesso por ordem de chegada, o programa destaca a versatilidade da SPCD, transitando entre o balé clássico e a dança contemporânea.

G2 Cia de Dança emociona público em Maringá na abertura da temporada 2026

 

A G2 Cia de Dança do Centro Cultural Teatro Guaíra abriu sua temporada 2026 com apresentação do espetáculo “GAG – Uma livre adaptação de Heinrich Von Kleist sobre o Teatro de Marionetes”, no último sábado (7), no Teatro Calil Haddad, em Maringá (PR). Cerca de 450 pessoas assistiram gratuitamente ao espetáculo.

 

Após a apresentação, o público participou de um bate-papo com os bailarinos da companhia, composta majoritariamente por artistas com mais de 60 anos, que compartilharam experiências sobre o processo criativo e a importância da arte na maturidade.

 

Com direção de Gabriel Villela e direção adjunta de Ivan Andrade, o espetáculo mistura dança contemporânea, teatro e elementos circenses, explorando a metáfora das marionetes para refletir sobre a condição humana.

 

A apresentação marcou o início da circulação da companhia pelo Paraná. As próximas apresentações acontecem em Campo Mourão (10) e Guarapuava (14), com entrada gratuita.

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Thiago Soares estreia “Carmem” no Rio com nova leitura latino-brasileira do clássico de Bizet

 

Um dos nomes mais respeitados da dança internacional, o bailarino e coreógrafo Thiago Soares estreia no dia 14 de março, no Teatro Carlos Gomes, sua nova criação coreográfica: “Carmem”, espetáculo inspirado na célebre ópera Carmen, composta por Georges Bizet no século XIX.

 

À frente da Companhia de Dança Thiago Soares, o artista propõe uma releitura contemporânea do clássico, deslocando a narrativa original da Espanha para uma atmosfera latino-americana. Nesta versão, a personagem Carmem ganha traços brasileiros e emerge como símbolo de liberdade e força feminina.

 

No palco, a bailarina Gabriela Mendez interpreta a protagonista, enquanto o bailarino turco Alijan Güçoğlu assume o papel de José e João Victor vive o vaqueiro — personagem que substitui o tradicional toureiro da narrativa clássica. A montagem também conta com a participação especial do ator Nelson Freitas, que surge como narrador da história, conduzindo o público pelos acontecimentos e assumindo uma figura enigmática que pode simbolizar o próprio touro — força instintiva que permeia o destino dos personagens.

 

A trilha sonora mantém a potência dramática da obra original, com músicas de Bizet entrelaçadas a “Sonho de Amor”, de Franz Liszt. A iluminação assinada por Maneco Quinderé reforça a intensidade da narrativa e amplia a teatralidade da cena.

 

Uma Carmem latino-brasileira

Influenciado pela história original, Thiago Soares constrói uma personagem que reafirma a autonomia feminina. Nesta leitura, Carmem é sensual, magnética e indomável — uma mulher que se recusa a negociar sua liberdade.

 

Mais do que um drama passional, o espetáculo mergulha em temas universais como o ciúme, a opressão nas relações e a busca individual por autonomia. A linguagem coreográfica mistura elementos neoclássicos com danças populares, acrobacias e referências urbanas, criando um vocabulário corporal contemporâneo e vigoroso.

 

A proposta estética reflete também a trajetória internacional de Thiago Soares, que após anos de carreira em grandes palcos do mundo retorna ao Rio de Janeiro para consolidar sua companhia e desenvolver um trabalho artístico com identidade própria.

 

Temporada no Teatro Carlos Gomes

A estreia de “Carmem” acontece dias após a apresentação de “Gala Brusco”, outro espetáculo do repertório da companhia, que reúne diferentes obras e fragmentos coreográficos de Thiago Soares.

 

A criação de uma companhia com residência no Rio marca um momento simbólico para o artista: depois de uma carreira internacional consagrada, ele retorna à sua cidade natal para desenvolver novos projetos e fortalecer a cena da dança brasileira.

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Focus Cia de Dança celebra 25 anos com o espetáculo “Bodas” no Theatro Municipal do Rio

 

A Focus Cia de Dança, uma das companhias contemporâneas mais importantes do Brasil, celebra seus 25 anos de trajetória com a estreia do espetáculo “Bodas”, será apresentado dia 06 de março no histórico Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A nova criação marca um momento simbólico na história da companhia fundada pelo coreógrafo Alex Neoral e pela gestora cultural Tati Garcias, que desde o início dos anos 2000 consolidaram um dos projetos mais consistentes da dança brasileira.

 

Criado especialmente para comemorar o jubileu da companhia, “Bodas” é uma espécie de viagem coreográfica pela memória da Focus. A montagem reúne fragmentos e inspirações de 16 espetáculos do repertório do grupo, construindo uma nova narrativa que dialoga com o passado, o presente e o futuro da companhia.

 

A trilha sonora e a dramaturgia musical ampliam essa diversidade estética. O espetáculo mistura compositores e universos sonoros distintos — de Chico Buarque e Ney Matogrosso a Philip Glass, Bach, Nirvana e Astor Piazzolla — criando uma colagem artística que traduz a identidade plural da Focus ao longo de sua trajetória.

 

Com duração de aproximadamente 75 minutos, “Bodas” funciona como uma metalinguagem da própria dança: movimentos, referências e novas cenas se cruzam em uma coreografia que reafirma o compromisso da companhia com a inovação e a experimentação artística.

 

Ao longo de seus 25 anos, a Focus Cia de Dança tornou-se referência nacional e internacional, realizando em média cerca de 80 apresentações por ano e participando de turnês e festivais em diversos países. A companhia também recebeu importantes reconhecimentos culturais e foi declarada Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro.

 

Mais do que uma retrospectiva, “Bodas” reafirma os votos da Focus com a dança contemporânea brasileira, celebrando uma trajetória construída com rigor artístico, circulação internacional e uma linguagem coreográfica própria que continua em constante transformação.

“Le Parc” renasce na Ópera de Paris com uma nova geração de bailarinos

 

O balé Le Parc, obra emblemática de Angelin Preljocaj, voltou ao palco da Ópera de Paris reafirmando sua força poética e seu lugar de destaque no repertório contemporâneo. Criado em 1994 para o Ballet de l’Opéra de Paris, o espetáculo retorna com um elenco renovado, revelando como uma nova geração de intérpretes pode ressignificar uma coreografia já consagrada sem perder sua essência dramática e musical.

 

Inspirado no universo galante do século XVIII, Le Parc constrói uma narrativa sobre o jogo da sedução, o desejo e a descoberta amorosa. A trilha de Mozart — eixo sensível da montagem — conduz a dramaturgia corporal com delicadeza e tensão, enquanto a coreografia combina rigor técnico e gestualidade teatral. O contraste entre formalidade social e impulso íntimo permanece como um dos motores centrais da obra.

 

Nesta remontagem, jovens solistas e integrantes do corpo de baile assumem papéis de grande densidade interpretativa. O resultado é um frescor perceptível na dinâmica de cena: movimentos ganham maior elasticidade, transições se tornam mais orgânicas e o famoso pas de deux final — marcado pelo icônico beijo suspenso — surge com intensidade emocional renovada, arrancando reações entusiasmadas da plateia.

 

A nova escalação evidencia também uma mudança de abordagem estética. Sem romper com a tradição da casa, os intérpretes trazem maior fluidez de torso e uma musicalidade mais respirada, aproximando o vocabulário coreográfico de uma sensibilidade contemporânea. A leitura privilegia nuances e silêncios corporais, valorizando microgestos que ampliam a dimensão psicológica dos personagens.

 

O cenário minimalista e os figurinos de linhas clássicas mantêm o ambiente de corte idealizado, funcionando como moldura para o diálogo entre controle e entrega — tema que continua atual e universal. A iluminação, por sua vez, reforça o clima de intimidade progressiva, conduzindo o olhar do público para as relações que se transformam ao longo da peça.

 

O retorno de Le Parc confirma a vitalidade do repertório recente dentro de grandes companhias e demonstra como a transmissão coreográfica é um processo vivo. Ao passar de geração em geração, a obra não apenas se preserva — ela evolui. Na Ópera de Paris, o reencontro entre tradição e juventude mostra que certos balés não apenas sobrevivem ao tempo: eles renascem.

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O Quebra-Nozes
Theatro Municipal do Rio de Janeiro


Em dezembro último, o palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro voltou a brilhar com uma das mais tradicionais joias do repertório do balé clássico: O Quebra-Nozes. A montagem, conduzida pela Cia. de Ballet do Theatro Municipal, reafirmou a vocação da casa para grandes produções, aliando rigor técnico, apuro estético e a magia que a obra de Tchaikovsky exige.

 

Sob a direção de Hélio Bejani, o espetáculo apresentou uma narrativa fiel ao espírito original criado por Marius Petipa e Lev Ivanov, mas temperada por nuances que dialogam com a identidade carioca — não no enredo, que se mantém europeu e natalino, mas na energia da interpretação e na comunhão com o público. A plateia, majoritariamente composta por famílias e entusiastas do balé, respondeu com entusiasmo desde os primeiros acordes da orquestra, também residente do Municipal, que executou ao vivo a célebre partitura.

A cenografia grandiosa transportou o público da festa de Natal da família Stahlbaum para o Reino dos Doces, com destaque para o icônico pinheiro que “cresce” em cena, arrancando suspiros. O figurino, luxuoso e detalhista, deu vida a personagens como o enigmático Drosselmeyer, o Rei dos Camundongos e, claro, a Fada Açucarada e o Príncipe Coqueluche, cujos pas de deux foram o ponto alto da noite. A coreografia do segundo ato, com suas danças características — espanhola, árabe, chinesa e a valsa das flores —, evidenciou a versatilidade do corpo de baile, sincronizado e expressivo.

Nos papéis centrais, os solistas demonstraram maturidade cênica e domínio técnico. A Fada Açucarada, etérea e precisa, destacou-se pela leveza nos giros e pela musicalidade impecável. Já o Príncipe trouxe potência e elegância nos saltos, compondo uma parceria equilibrada que sustentou o lirismo do grand pas de deux. A protagonista Clara, por sua vez, convenceu pela doçura interpretativa e pela transição crível entre o universo infantil e o deslumbramento onírico.

Mais do que um clássico natalino, a apresentação simbolizou um reencontro: o do público com a tradição do Municipal e o da companhia com uma obra que é termômetro de excelência para qualquer corpo de balé. Ao encerrar a temporada de 2025 da casa, O Quebra-Nozes não apenas celebrou o fim de ano, mas também reforçou a relevância do Theatro Municipal do Rio de Janeiro como epicentro da dança clássica no Brasil.

Com aplausos de pé e a sensação de dever cumprido, a Cia. de Ballet deixou claro que a magia do Natal pode até ter data marcada — mas a do balé, quando bem executado, permanece na memória muito depois do cair das cortinas.

Fotos: Jorge L. Bermudes Castro

O Pavão Misterioso encerra temporada 2025 do Ballet Municipal no Teatro Alberto Maranhão

 

A encenação do espetáculo O Pavão Misterioso marcou o encerramento das atividades oficiais do Ballet Municipal Professor Roosevelt Pimenta em 2025. As apresentações aconteceram em duas sessões na sexta-feira, dia 12, no Teatro Alberto Maranhão (TAM), reunindo quase 200 bailarinos em cena e um público expressivo.

Inspirado na obra de Ronaldo Correia de Brito e Assis Lima, o espetáculo é uma adaptação de um dos mais conhecidos cordéis nordestinos, apresentado neste ano em formato de dança pelo Ballet Municipal. A montagem reafirma o compromisso da instituição com a valorização da cultura popular brasileira, aliada à formação técnica e artística de seus alunos.

Presente às apresentações, a secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, destacou a relação entre os equipamentos culturais da Prefeitura e a população. Segundo ela, a proposta é ampliar o acesso às produções artísticas da cidade.
“Em 2026, veremos muito mais o Ballet e a Sinfônica de Natal em apresentações públicas e gratuitas pela cidade”, afirmou.

 

Formação técnica e novos caminhos artísticos

De acordo com o coreógrafo e autor da montagem, Dimas Carlos, o espetáculo encerra o calendário anual do Ballet Municipal, mas integra um processo mais amplo de transformação pedagógica. A instituição passou a adotar uma nova metodologia de ensino baseada no método Vaganova, da dança clássica russa, reconhecido internacionalmente e utilizado por companhias como o Bolshoi.

“Ao longo de seus mais de 50 anos de história, o Ballet Municipal experimentou diferentes metodologias — francesa, italiana e cubana. Agora adotamos o estilo da dança clássica russa, e em breve iremos mostrar os resultados desse trabalho”, explicou.

Há 11 anos à frente do Núcleo de Dança da Funcarte, Dimas Carlos informou ainda que um novo espetáculo já está em fase de montagem e terá como tema a história da arte, passando pela Commedia dell’Arte até os dias atuais.

“Hoje temos um formato acadêmico de ensino, no qual técnica e arte caminham juntas de forma apurada. Daqui a alguns anos, formaremos a primeira turma nesse modelo, o que representa um avanço inédito para o Ballet da cidade”, destacou. Em 2025, o Ballet Municipal atendeu 150 alunos, e novas inscrições deverão ser abertas pela Funcarte.

Arte, acesso e formação de público

Entre os espectadores, a funcionária pública Graça Oliveira ressaltou a importância do espetáculo como experiência cultural e educativa.
“É a oportunidade de levar nossos filhos para assistir a uma peça de qualidade e gratuita, com talentos da idade deles no palco. É inspiração e lazer. Está tudo muito bonito”, comentou.

Dando continuidade à circulação do trabalho, no próximo dia 28, uma suíte do espetáculo O Pavão Misterioso será apresentada no Passo da Pátria, com participação do Ballet Municipal e da Banda Sinfônica de Natal, em formação reduzida. A apresentação terá duração aproximada de 15 minutos, ampliando o acesso da população às produções artísticas da cidade.

Cia Paulista de Dança apresenta Giselle, um dos maiores clássicos do ballet mundial

 

A Cia Paulista de Dança, sob a Direção Artística de Adriana Assaf, apresenta ao público o espetáculo Giselle, um dos mais emblemáticos balés de repertório da história da dança. Obra-prima do romantismo, Giselle retorna aos palcos em uma remontagem que preserva a tradição do clássico e, ao mesmo tempo, valoriza a força interpretativa dos bailarinos contemporâneos.

 

Com música de Adolphe Adam, libreto de Jules-Henri Vernoy de Saint-Georges e Théophile Gautier, e coreografia original de Jules Perrot e Jean Coralli (1840), o espetáculo emociona gerações ao narrar uma história intensa de amor, traição, perdão e redenção.

 

Uma história atemporal sobre amor e humanidade

Considerado um dos balés mais famosos e populares do mundo, Giselle atravessa séculos mantendo sua força poética e dramática. Dividido em dois atos, o ballet conduz o público por uma narrativa que transita entre o mundo real e o sobrenatural, revelando a profundidade dos sentimentos humanos.

 

Ato I
A história se passa em uma pequena vila europeia do século XIX. Giselle é uma jovem camponesa sensível e apaixonada pela dança, que vive com sua mãe viúva. Ela se apaixona por Albrecht, um jovem que se apresenta como camponês, mas que, na verdade, é um nobre prometido a outra mulher, Bathilde. Ao descobrir a traição, Giselle entra em um estado de profunda desilusão, enlouquece e morre de tristeza.

 

Ato II
No segundo ato, Giselle retorna como uma Wili, espírito de noivas traídas que vagam pela floresta durante a noite em busca de vingança. Sob o comando de Myrtha, rainha das Wilis, Giselle é convocada a dançar com Albrecht até a morte. No entanto, o amor e o perdão falam mais alto: Giselle protege Albrecht, salvando-o da condenação e concedendo-lhe o perdão final antes de retornar ao seu túmulo, deixando-o entregue ao arrependimento e à memória de seu amor perdido.

 

Tradição, excelência e emoção em cena

A remontagem assinada por Adriana Assaf reafirma o compromisso da Cia Paulista de Dança com a preservação do repertório clássico, aliando rigor técnico, sensibilidade artística e uma encenação que dialoga com o público contemporâneo. Giselle é um convite à contemplação da beleza, da emoção e da potência narrativa do ballet clássico.

 

Quando e Onde

Cia Paulista de Dança – Adriana Assaf apresenta

GISELLE

Ballet Clássico de Repertório

Duração: 120 minutos
Classificação: Livre
Gênero: Ballet

Datas e horários:
23, 24 e 25 de janeiro de 2026
Sexta e sábado, às 20h
Domingo, às 18h

Ingressos: de R$ 40 a R$ 140

Bilheteria

Quartas e quintas: das 14h às 21h

Sextas, sábados e domingos: das 14h até o horário do espetáculo

Formas de pagamento: cartões de débito e crédito (Amex, Diners, Elo, Mastercard, Visa e Hipercard)

Não aceita cheques

Telefone: (11) 3611-3042

 

Local

Teatro J. Safra – 627 lugares
Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda – São Paulo/SP
Telefones: (11) 3611-3042 | (11) 3611-2561

Abertura da casa: 2 horas antes do início do espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão.
Acessibilidade para pessoas com deficiência física.
Estacionamento: Valet Service (estacionamento do teatro) – R$ 30,00.

São Paulo recebe estreia brasileira de
“Carmina Burana Ballet”, da Vortice Dance Company

 

Nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, São Paulo será palco de um dos acontecimentos artísticos mais aguardados da temporada: a estreia brasileira de “Carmina Burana Ballet”, criação da prestigiada Vortice Dance Company, de Portugal. O espetáculo, que une dança, música e tecnologia multimídia, promete emocionar o público com sua força estética e sensorial, oferecendo uma leitura contemporânea da célebre cantata de Carl Orff.

As apresentações acontecem no Teatro Liberdade, entre 22 de janeiro e 22 de fevereiro, marcando a primeira passagem da companhia pelo Brasil e consolidando São Paulo como epicentro latino-americano das grandes produções internacionais.

Sob a direção artística e coreográfica de Cláudia Martins e Rafael Carriço, “Carmina Burana Ballet” transcende fronteiras ao fundir a expressividade corporal com a inovação tecnológica. O espetáculo conduz o público por uma jornada intensa, onde destino, desejo e emoção se entrelaçam sob o olhar simbólico da deusa Fortuna, representação do ciclo eterno da vida.

Concebida nos claustros do Mosteiro de Alcobaça, em Portugal, a obra nasceu de uma reflexão sobre o corpo, o isolamento e a busca pela transcendência. O resultado é uma criação de forte carga física e emocional, que explora o contraste entre o sagrado e o profano, o desejo e a decadência, o confinamento e a libertação.

“É uma obra de entrega total — física, emocional e espiritual”, definem os diretores Cláudia Martins e Rafael Carriço.

Inspirada nos manuscritos medievais “Carmina Burana” (Canções de Beuren), que exaltam o amor, a luxúria e o prazer, a Vortice Dance Company eleva a icônica obra de Orff a uma dimensão transmídia. Projeções monumentais, cenários imersivos e uma tessitura coreográfica intensa criam uma experiência sensorial única, em que o público é envolvido por luz, som e movimento num espetáculo de beleza hipnótica.

Sobre a Vortice Dance Company

Fundada e dirigida pelos coreógrafos Cláudia Martins e Rafael Carriço, a Vortice Dance Company é uma das mais conceituadas companhias de dança contemporânea de Portugal. Reconhecida internacionalmente por sua fusão de dança, artes digitais e performance visual, já apresentou suas produções em mais de 30 países.

Entre as obras de destaque estão “A Sagração da Primavera”, “Drácula”, “Jouska”, “Soliloquy about Wonderland” e “Chroma”. A companhia é referência por sua sofisticação estética, intensidade física e uso inovador de tecnologia em cena.

A turnê brasileira de “Carmina Burana Ballet” conta com o apoio à internacionalização da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes.

Serviço

Espetáculo: Carmina Burana Ballet
Companhia: Vortice Dance Company (Portugal)
Direção: Cláudia Martins & Rafael Carriço
Local: Teatro Liberdade – Rua São Joaquim, 129, Liberdade, São Paulo
Datas: 22 de janeiro a 22 de fevereiro de 2026
Ingressos: disponíveis pela Sympla

Contato para imprensa e parcerias: vortice.dance@gmail.com