Escola Estadual de Dança Maria Olenewa completa 97 anos
e festeja o aniversário com alunos e professores

 

Na semana em que é comemorado o Dia Internacional da Dança (29 de abril), a mais antiga e uma das principais escolas de dança clássica do país completa 97 anos de atividades ininterruptas, no dia 27 de abril. A festa será no dia 26, sexta-feira, às 18h30, na Sala Mário Tavares, que fica no prédio anexo do Theatro Municipal.

 

Ao longo destes anos, a Escola Estadual de Dança Maria Olenewa formou milhares de bailarinos, coreógrafos, professores, profissionais e amantes da dança no país, que atuaram ou atuam em diversos teatros nacionais e até internacionais. Como por exemplo, os primeiros bailarinos do Theatro Municipal: Claudia Mota, Marcia Jaqueline, Juliana Valadão, Cícero Gomes, Aurea Hammerli e Nora Esteves, entre muitos outros grandes nomes da dança.

 

    Dirigida por Hélio Bejani (Diretor Geral) e Paulo Melgaço (Vice-Diretor) a EEDMO, que pertence a Fundação Teatro Municipal, oferece curso profissionalizante de dança reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação. São em média 250 alunos distribuídos do nível preliminar ao técnico que cursam uma série de disciplinas como: ballet clássico, dança contemporânea, dança caráter, história da dança, terminologia, composição e improvisação, saúde e dança, música, comportamento e atitude na dança, noções de coreologia, teatro e dança. Tudo isto, com o objetivo de formar bailarinos mais preparados para as exigências do mercado profissional e contribuir para a formação de seres humanos melhores, sensíveis, críticos e conscientes que farão da dança instrumento para ver o mundo com outras possibilidades. Assim, as aulas são diárias, com professores de excelência e grande experiência em suas áreas. A maior parte deles formada pela própria escola que seguiram carreira profissional no Corpo de Baile do Theatro Municipal e depois retornaram à EEDMO, reforçando o sentido de tradição, de valorização de instituição de Ensino que é preservada e que, certamente, reforça a qualidade e o compromisso do conteúdo oferecido.

 

“É muito gratificante ser diretor da Escola e poder acompanhar o desenvolvimento técnico e artístico de nossos alunos. Eles completam o curso técnico, muitos fazem estágio e integram nossa Cia Trainne, a Cia BEMO e posteriormente ingressam no Corpo de Baile. Alguns chegam ao posto de solista e primeiro bailarino, cargos mais altos do ballet. E todos poderão conferir na próxima temporada do Ballet O Lago dos Cisnes” esses grandes talentos - afirma Hélio Bejani, Diretor do Ballet do Theatro Municipal e da Escola e Estadual de Dança Maria Olenewa.

 

“O que mais me encanta em nossa escola é poder ver a diversidade, são alunos e alunas oriundos de diversas partes da cidade e cidades próximas, alguns de projetos sociais, de diferentes classes sociais, raça, tipos de escola. Com isso, poder ver que corpos negros e pobres estão conseguindo ocupar determinados espaços que há alguns anos eram inimagináveis, me deixa muito feliz”- ressalta Paulo Melgaço, Vice-Presidente e pesquisador da EEDMO.

 

O evento comemorativo do aniversário da Escola acontecerá no dia 26 de abril, sexta-feira, às 18h30, na Sala Mário Tavares (prédio anexo Theatro Municipal).

 

Quando e Onde

Data: 26 de abril de 2024 – sexta-feira

Horário: 18h30

Local: Sala Mário Tavares – prédio anexo do Theatro Municipal

Endereço: Av. Alm. Barroso, 14/16 - Centro, Rio de Janeiro 

Lotação: 160 lugares

Classificação: Livre

Entrada franca – sujeita a lotação

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Cisne Negro Cia de Dança leva tradições maranhenses ao palco do Sesc 14 Bis com estreia de "Crôa" e apresentação de "Calunga"

Espetáculo coreográfico baseado na cultura popular e folclore do Maranhão, incluindo apresentações das Caixeiras do Divino, promete envolver o público em uma experiência única nos dias 4 e 5 de maio

Após atingir uma marca de levar mais de 3 milhões de pessoas ao teatro, a Cisne Negro Cia de Dança chega com mais um espetáculo. A apresentação das obras “Calunga” de Rui Moreira e “Crôa” de Simone Ferro acontecem nos dias 4 e 5 de maio, no Sesc 14 Bis. Este projeto é decorrente de uma pesquisa etnográfica desenvolvida nos últimos 17 anos, onde Simone Ferro e o seu marido Meredith W. Watts pesquisam a cultura popular e o folclore maranhense. Além disso, a exibição conta também com uma oficina com as Caixeiras do Divino, responsáveis por conduzir os rituais da festa do Divino Espírito Santo no Maranhão.

 

A grande estreia da ocasião é Crôa,  uma releitura coreográfica baseada nas tradições culturais do Maranhão, mais especificamente nos diversos rituais que envolvem a celebração de Pentecostes. Com isso, as Caixeiras do Divino representam um importante caleidoscópio cultural maranhense, onde uma rica complexidade rítmica, resultante da presença africana, se junta ao catolicismo popular para honrar e pedir bençãos à divindade encenado juntamente com os bailarinos da companhia.

 

Assim, o projeto âncora é uma das tradições culturais maranhenses mais praticadas e respeitadas em todo o estado. A criação coreográfica se baseia em parte na narrativa e no ritual da Festa do Divino onde cada estágio de sua manifestação, corresponde a um tipo de cantoria, movimentação e densidade rítmica. Utilizando um processo estrutural não linear, as interações entre Caixeiras e bailarinos, ocorre através de dispositivos de criação incluindo temas como devoção, finitude e herança.

 

Além disso, é importante ressaltar que as Caixeiras do Divino têm uma presença marcante nas comunidades onde vivem e esta presença será compartilhada com o público. Antes ou depois das celebrações, o grupo se reúne em uma roda para tocar informalmente o que é chamado de rojão, carimbó ou terecô. O público terá acesso a esse momento, podendo interagir com todos os intérpretes da apresentação.

 

O espetáculo é dirigido por Simone Ferro, que é coreógrafa, educadora, pesquisadora e Fulbright Fellow.  Como coreógrafa e especialista de movimento, ela colabora extensivamente com a comunidade de dança, teatro e ópera, bem como com artistas visuais, escritores, músicos e cineastas. Ferro também possui longo histórico com a companhia tendo integrado o elenco de bailarinos durante os primeiros anos da Cisne Negro.  Em técnica, Simone trabalha com dança clássica com uma visão somática aplicada na qual utiliza conceitos de análise de movimento, cinesiologia, anatomia, biomecânica e estudos da fáscia, sendo reconhecida com inúmeros prêmios, incluindo APCA, Career Recognition pelo Wisconsin Dance Council, Universidade de Iowa Alumni Fellowship, Universidade do Wisconsin em Milwaukee (UWM) Graduate School Research Grant, Outstanding Undergraduate Teaching Award e Research Growth Initiative (RGI), e uma Research Fellowship pelo Centro de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos da UWM. Mais recentemente, ela e Meredith W. Watts, elaboraram um Podcast intitulado “Liderança Feminina na Cultura Popular Maranhense: História, Memória e Legado”, onde eles entrevistaram mulheres que fazem a diferença nas tradições culturais do estado. Até hoje, eles já entrevistaram mais de 60 líderes femininas do Maranhão. 

 

Além da estreia de “Crôa”, a agenda também contempla apresentações de Calunga, coreografia idealizada por Rui Moreira em 2011, que retrata um mergulho histórico e estético nas tradições “folclóricas populares” do Brasil e tem como fonte inspiradora a composição musical de Francisco Mignone (1897-1986) intitulada Maracatu de Chico – Rei (1933). No argumento criado por Mário de Andrade, Chico – Rei era um escravo – líder de sua tribo do outro lado do Atlântico – que conseguiu comprar sua liberdade e a de quase todos os seus súditos que vieram com ele trabalhar em Minas Gerais. E assim a corte de Chico – Rei desfila em Vila Rica, com a dança das mucambas (amas), dos príncipes, dos macotas (mestres de terreiros), do rei e da rainha, até chegarem à praça principal da cidade, onde os senhores recebem o pagamento em ouro e libertam os escravos remanescentes. O Maracatu é um ritmo musical contagiante e no contexto de manifestações dramáticas populares é um cortejo composto por vários personagens, entre eles o boneco ou Calunga. Feitas de madeira ou cera, essas bonecas representam a nobreza, a ancestralidade e o sincretismo presentes nesta festa de rua.

 

Quando e Onde

Data:  04 e 05 de maio

Horário:

04 de maio às 20h

05 de maio às 18h

Local: SESC 14 Bis R. Dr. Plínio Barreto, 285 - Bela Vista

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Vidas Secas
 

por Eleusa Lourenzoni


A magia de "Vidas Secas" ganhou vida no palco do Teatro Arthur Azevedo, na cidade de São Paulo, na última quarta-feira, dia 10. A Faces Ocultas Cia de Dança brilhou intensamente, transportando o público para as paisagens áridas e emocionais do sertão nordestino.

 

Neste espaço sagrado da arte, cada movimento dos bailarinos ecoava a história profunda e multifacetada da obra de Graciliano Ramos. Sob a direção habilidosa de Arilton Assunção, o elenco estava mais do que preparado, demonstrando uma sincronia e uma entrega que cativaram a plateia desde os primeiros momentos.

 

A iluminação perfeita do teatro serviu como um cenário ideal, destacando cada gesto, cada expressão dos artistas. Entre sombras e feixes de luz, a narrativa se desdobrava, revelando os contrastes entre a esperança e a desolação, a vida e a morte. As belas figuras criadas pelos bailarinos não eram apenas corpos em movimento, mas sim símbolos poderosos de uma humanidade em constante busca por redenção.

 

"Vidas Secas" não é apenas uma peça de dança; é uma experiência visceral, uma jornada emocional que nos convida a refletir sobre as questões mais profundas da existência humana. Ao trazer à vida as agruras do sertão nordestino, a obra nos lembra da importância da empatia, da solidariedade e da esperança em meio à adversidade.

 

Assim, a apresentação da Faces Ocultas Cia de Dança no Teatro Arthur Azevedo foi mais do que um simples espetáculo; foi uma celebração da arte como um meio de transformação e de conexão entre os seres humanos. E mesmo depois que as cortinas se fecharam e os aplausos cessaram, o impacto emocional de "Vidas Secas" continuará ecoando nas mentes e nos corações daqueles que tiveram o privilégio de testemunhar sua grandiosidade.

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TA | Sobre Ser Grande

 
A apresentação do espetáculo "TA | Sobre Ser Grande", pela companhia Corpo de Dança do Amazonas, no Teatro da Reitoria, Centro de Curitiba, nos dias 30 e 31 de março, durante a Mostra Lúcia Camargo do 32º Festival de Curitiba, atraiu uma plateia entusiasmada em sua estreia. A obra, sob a direção, concepção artística e coreografia de Mário Nascimento, recebeu uma ovação de pé que perdurou por vários minutos após o seu término.

Explorando o tema dos povos originários, o espetáculo mergulha na essência do termo "grande", derivado do povo Tikuna, uma etnia indígena do Amazonas. Este nome não só representa esse grupo étnico, mas também aborda os desafios contínuos enfrentados por essas comunidades na luta pela sua existência. Durante uma interação com o público, Mário Nascimento compartilhou como a concepção da peça foi moldada durante a pandemia de Covid-19, evidenciando os impactos exacerbados sobre esses povos.

 

O diretor enfatizou que essas comunidades indígenas desempenham um papel crucial na preservação da floresta, e sua extinção representaria não apenas a perda dessas culturas, mas também um golpe fatal para a biodiversidade da região. Essa mensagem central reflete a visão da companhia de que a luta dos povos originários é uma batalha que transcende fronteiras étnicas, sendo, na verdade, uma luta de todo o povo brasileiro.

A trilha sonora, elaborada pelo DJ Tubarão, incorpora elementos sonoros da natureza, vocalizações e expressões características dos povos originários, contrastadas com batidas eletrônicas propositadamente intensas e desconfortáveis. A coreografia, por vezes, agressiva e violenta, desafia e intimida, convidando o público a refletir sobre a intensidade da luta representada no palco. Essa abordagem direta pode desafiar a sensibilidade do espectador menos familiarizado com performances teatrais.

 

A dança, caracterizada pela ausência de protagonismo individual, exige uma atenção ampla por parte do espectador, que pode se encontrar dividido entre os diversos pontos de interesse no palco. No entanto, é justamente nessa união do grupo que o espetáculo encontra sua força e significado, reforçando a mensagem de solidariedade e resistência.

 

O figurino, cuidadosamente elaborado por Ian Queiroz, complementa e enriquece a narrativa visual do espetáculo, sem sobrepor-se aos movimentos da coreografia ou aos outros elementos cênicos. Ian explicou que, ao desenvolver os trajes, buscou inspiração nas histórias e identidades das pessoas na companhia, criando uma narrativa visual que evolui ao longo da performance. Além dos trajes típicos dos povos originários, elementos como botas e blazers são habilmente integrados à composição visual, acrescentando camadas de significado à apresentação.

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Pé de Feijão Arte e Educação apresenta sessões gratuitas de espetáculos de teatro e dança para mais de mil crianças e jovens de Salvador

 

O programa de formação artística e mediação cultural para as infâncias do Teatro Vila Velha contempla estudantes e educadores de escolas públicas, projetos sociais e comunidades da capital baiana

 

Criado em 2016 pela diretora, curadora e coreógrafa Cristina Castro,  projeto Pé de Feijão Arte e Educação segue em sua terceira edição promovendo um amplo trabalho de mediação cultural com foco na iniciação artística de crianças e adolescentes da rede pública de ensino, de comunidades e de instituições sociais, através do acesso gratuito a atividades culturais e educativas, unindo arte, sociedade, educação e ações de acessibilidade.

 

Nesses próximos meses de abril, maio e junho, integrando também a programação de “O Vila Ocupa a Cidade”, o projeto apresentará 12 sessões gratuitas de espetáculos de teatro e dança para mais de 1.200 crianças, jovens e educadores de escolas públicas, projetos sociais e comunidades,  em espaços tradicionais do circuito cultural baiano, como o Teatro do SESC-SENAC Pelourinho e o Teatro do Goethe-Institut Salvador.

 

As obras escolhidas -  “O Mundo das Minhas Palavras” (Núcleo Teatro Viável/Salvador), “Debaixo D'água” (dança/Coletivo Trippé - Juazeiro) e “Saudades, João” (teatro/Salvador) - trazem uma perspectiva de inclusão e reflexão sobre a infância e a juventude e seus saberes ligados à identidade, à liberdade, ao meio ambiente e a diferentes contextos sociais, com o objetivo de criar vínculos de aproximação e diálogo com a realidade social do público. Vale pontuar que, uma das sessões de cada espetáculo contará com tradução em libras e audiodescrição, alinhando-se assim à inclusão de pessoas em seus diferentes grupos.

 

“Através do programa Pé de Feijão apresentamos o universo teatral para a plateia que estará construindo o futuro. Nele, o trabalho precioso da mediação cultural entre conteúdo, produção artística e educação se unem em prol de uma formação cidadã, trazendo novas perspectivas para reflexão de temas  importantes e urgentes, e promovendo amplo acesso à cultura”, reflete Cristina Castro, coordenadora geral do projeto.

 

Pessoas interessadas em levar escolas públicas, ONGs e projetos sociais  às apresentações do projeto Pé de Feijão, podem entrar em contato pelo telefone (71) 99275-1353. Para mais informações, acesse o instagram @projetopedefeijao

 

O projeto Pé de Feijão Arte e Educação é uma realização do Teatro Vila Velha e da Baobá Produções e tem patrocínio do Instituto Neoenergia, pelo edital nacional "Transformando Energia em Cultura", e do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.

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Cia Catavento oferece oficina gratuita de acrobacias coletivas

 

Os profissionais e amantes das artes circenses têm a oportunidade de formação gratuita neste fim de semana. A Catavento Cia Circense vai oferecer neste sábado (6/4) uma oficina de acrobacias coletivas. A formação acontece, de graça, das 14h às 16h na sede da companhia, no Setor Bela Vista.

 

Há vinte vagas disponíveis e as pessoas interessadas devem fazer a inscrição acessando o Sympla. O objetivo da atividade é aprender a importância de se trabalhar em equipe, fortalecer laços, além de treinar a criatividade. Esta atividade faz parte de uma série de ações da companhia viabilizada por projeto de apoio a grupos e coletivos artísticos com financiamento da Funarte.

 

Quem vai oferecer a oficina são três dos dez alunos que integram o Núcleo de Formação Ampliada para o Artista de Circo (NUFAAC): Amanda Félix, Eduarda Castelo e Paz Sandoval.

 

 

Quando e Onde

6 de abril | 14h às 16h | 20 vagas | Gratuitas

Local: Cia Catavento, . S-4, Quadra S9a, Lote 16, Número 916 - St. Bela Vista, Goiânia - GO

 

Inscrições: https://linktr.ee/ciacatavento

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Festival de Dança de Joinville anuncia as atrações da Noite de Abertura e Noite de Gala
Balé do Teatro Colón e São Paulo Companhia de Dança são destaques da 41ª edição do evento

 
Como é tradição, o Festival de Dança de Joinville trará para o palco do Centreventos Cau Hansen, em sua 41ª edição, companhias de renome internacional para a Noite de Abertura e Noite de Gala. E o momento tão aguardado de conhecer quais serão esses espetáculos chegou. 

 

As cortinas vão se abrir, no dia 15 de julho, às 19 horas, na Noite de Abertura, com o Balé do Teatro Colón, da Argentina, que apresentará o espetáculo: A Bela Adormecida. A Companhia de balé é a mais antiga da América Latina. Mais de 60 bailarinos compõem o corpo de baile, além disso, a companhia conta com uma equipe técnica, composta por cenógrafos, figurinistas e outros profissionais que vão garantir a excelência desse espetáculo que é um dos clássicos do ballet, mas promete surpreender. 

Já a Noite de Gala, no dia 21 de julho, às 19 horas, quem subirá ao palco será a São Paulo Companhia de Dança (SPCD), com dois espetáculos: Gnawa, de Nacho Duato; e Odisseia, de Jöelle Bouvier. “Gnawa” é uma peça que utiliza os quatro elementos fundamentais - água, terra, fogo e ar - para tratar da relação do ser humano com o universo. A obra apresenta o reiterado interesse de Nacho Duato pela gravidade e pelo uso do solo na constituição de sua dança. 

 

“Odisseia” é uma viagem, um reencontro consigo mesmo. Movida pela questão dos migrantes da atualidade, a coreógrafa constrói uma estrutura dramática e poética que aborda temas como mudança, transição, partida e a esperança de uma vida melhor. “Neste momento, somos todos sensíveis a esta questão, que é forte no mundo”, comenta Jöelle. Bouvier explica que procurou misturar fragmentos das “Bachianas Brasileiras” com a composição de Bach, “Paixão Segundo São Mateus”. Ao final temos na voz de Maria Bethânia, a música Melodia Sentimental e o poema “Pátria Minha”. A obra tem coprodução de Chaillot – Théâtre National de la Danse, na França.

 

Criada em janeiro de 2008, SPCD é gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, bailarina, documentarista e escritora. Inês Bogéa foi bailarina do Grupo Corpo, crítica de dança da Folha de S. Paulo (2001-2007) e integrou o júri técnico do quadro Dança dos Famosos do programa Domingão do Faustão (2016-2021). 
 
Ingressos:
Os ingressos para todos os espetáculos do Festival de Dança de Joinville, que vai de 15 a 27 de julho, estão disponíveis online, no site Ticket Center (https://www.eticketcenter.com.br/) , a partir do dia 2 de abril. Outra opção é a compra presencial na cafeteria: De Sapatilhas, anexa ao Saltare Centro de Dança (antiga Escola Germano Timm), na rua Orestes Guimarães, 406, das 10 às 18 horas

O que, Quando e Onde...
Noite de Abertura
Balé Teatro Cólon 
Espetáculo: A Bela Adormecida 
15 de junho de 2024, às 19h
Centreventos Cau Hansen
 
Noite de Gala
São Paulo Companhia de Dança 
Repertório: Gnawa, de Nacho Duato / Odisseia, de Jöelle Bouvier
21 de julho de 2024, às 19h
Centreventos Cau Hansen 

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Núcleo de Dança Marcos Sobrinho leva - Arrastão de Solos à Oswald de Andrade

Quatro artistas – Jussara Miller, Luciana Hoppe, Simone Mello e Marcos Sobrinho – ocupam a Oficina Cultural Oswald de Andrade com oficinas e composições coreográficas, que evidenciam a natureza humana indissociável da natureza planetária e trazem suas reflexões sobre a nossa existência na sociedade contemporânea e modos de resistir, se reinventar e readaptar sempre.

 

 

     ‘Dramaturgias Paralelas’, proposta do Núcleo de Dança e Performance Marcos Sobrinho, ocupa a Oficina Cultural Oswald de Andrade, durante todo o mês de  abril, com o “Arrastão de Solos”, reunindo criações de Jussara Miller, Luciana Hoppe, Simone Mello e do próprio Marcos Sobrinho, artistas que atuam em São Paulo, mas que habitam outros eixos culturais fora dos grandes centros urbanos, tendo a natureza como elemento atravessador de suas escolhas estéticas e o meio ambiente ignição para criação. Nos mesmos dias das apresentações, as artistas ministram oficinas relacionadas aos processos de criação de suas obras. As ações são gratuitas.
   O 'arrastão' começa no dia 1 de abril (segunda-feira), com "O Pescador de Ilusões", de Marcos Sobrinho, um estudo continuado sobre as poéticas do carnaval – do samba, suas diversas influências e rituais presentes no imaginário do povo brasileiro. Inspirado inicialmente no livro “Antropologia da Face Gloriosa”, do artista visual e cineasta brasileiro Arthur Omar, a performance, que evolui como um poema sonoro criado por uma bateria de escola de samba, se lança numa paisagem cênica onde corpos-memórias de uma dança esboça imagens-gestos que atravessam o rito do carnaval. Nesta nova fase da pesquisa, a dramaturgia tem como principal referência o historiador e escritor carioca Luiz Antônio Simas. Em uma se suas obras sobre as tradições ancestrais brasileiras – “O Corpo Encantado das Ruas, História e Arte”, em parceria com Alberto Mussa –, ele aborda a necessidade de entendermos os espaços ocupados pelos desfiles de carnaval como poéticos e políticos. “Trazer uma ideia de corpo-manifesto para esta nova vivência cênica, atualiza nosso rito do carnaval e nos possibilita, de alguma forma, propor um campo aberto de resistência poética-política, um campo que transita entre a celebração e o protesto”, pondera Sobrinho, que vem tendo uma experiência sensorial em meio à natureza e trazendo reflexões que perpassam pelas relações de pertencimento e ao mesmo tempo estranhamento com a nova paisagem. As apresentações  acontecem às segundas e terças, sempre às 20h30, até o dia 16 de abril, quando encerra com um bate-papo mediado pela multiartista e arte-educadora Valquíria Rosa.
   "Mar Inquieto", solo que Simone Mello apresenta de 11 a 13 de abril, nasceu às margens do Atlântico, na Bahia, em 2011, no rastro do devastador Tsunami que atingiu o Japão levando, com sua magnitude, incontáveis vidas e o sentido de ordem, segurança e bem estar. No dia seguinte à tragédia de proporções monumentais, o coreógrafo japonês Tadashi Endo, durante seu laboratório de Butoh ao qual a artista participava, preferiu dançar para o grupo. “Comovida com sua dança e tomando emprestado do escritor Yukio Mishima o nome de seu livro publicado em 1954, fui inevitavelmente confrontada com a minha condição de vizinhança com o mar. Afetada e movida por estas ondas de informações e sensações, que chegavam como destroços de um terremoto-explosão-nuclear, deixei emergir das profundezas meu próprio Tsunami”, revela Simone Mello, que investiga o corpo-catástrofe e encarna na cena a tensão, o lamento, a perda de sentidos e a tentativa de reconstrução de memórias individuais e coletivas geradas por esse e outros desastres planetários e crise climática, como o rompimento da barragem do Fundão da mineradora Samarco, no município de Mariana (MG), e as chuvas e desabamentos seguidos de morte no litoral de São Paulo, que impactaram a comunidade brasileira. As apresentações acontecem quinta e sexta, às 19h30, e no sábado às 18h. Na sexta (12), após o espetáculo, rola conversa sobre o processo de criação com a mediação da bailarina, socióloga e pesquisadora Talita Vinagre.
   "Universo Invisível", de Luciana Hoppe, envolve dança, literatura e ecologia e inspira-se na obra de Valter Hugo Mãe, "Homens Imprudentemente poéticos", que trata da alma humana de forma sensível e intensa, convocando-nos a olhar para a nossa relação com nós mesmos e com os outros seres humanos e demais seres vivos. O trabalho traduz, em imagens corporais e movimento, a sinergia que se dá entre o planeta Terra, enquanto um grande organismo vivo, que permitiu o desenvolvimento de estruturas capazes de adaptarem-se ao meio ambiente, com a  Via Láctea, que sustenta a nossa existência, e que, por sua vez, pertence à grande teia cósmica infinita. As apresentações acontecem de 18 a 20 de abril (quinta e sexta, às 19h30, e sábado às 18h) e, na sexta, reserva bate-papo com mediação de Silvia Geraldi, artista, pesquisadora da dança e professora do Departamento de Artes Corporais e do Programa de Pós-Graduação, na Unicamp, 
   O livro de Ailton Krenak, “Ideias para adiar o fim do mundo”, é motor para a criação de “Verdes e Ouvirdes”, de Jussara Miller, escolhida para encerrar esta primeira etapa do projeto Dramaturgias Paralelas. Dirigido por Norberto Presta, com audiovisual de Christian Laszlo, o solo propõe um diálogo entre dança e fotografia e reflete, de maneira poética e crítica, o impacto ambiental no país. Numa abordagem multimídia, que apresenta imagens fotográficas em movimento, projetadas na tela e no corpo revelando a interface entre dança e audiovisual, “Verdes e Ouvirdes” revela um corpo transitando por densidades reais e oníricas, dançando entre árvores e concreto, banhado em chuva e lama. Um corpo contemporâneo que quer reconciliar-se com a natureza, tentando adiar o fim do mundo e parar o céu antes de sua queda final. “O trabalho aborda a fricção entre ecologia e dança, na urgência deste momento em que testemunhamos por anos o abandono de políticas ambientais em nosso país, atingindo diretamente o ecossistema e, consequentemente, as populações com alta vulnerabilidade”, opina Jussara Miller. As apresentações ocorrem de 25 a 27 de abril (quinta e sexta, às 19h30, sábado, às 18h), com o último bate-papo na sexta, mediado por Pin Nogueira, artista, mestra em Comunicação e Semiótica e professora especializada na PUC-SP.
   Para o próximo semestre, está prevista uma segunda fase – “Diálogos em Solos Reunidos” – performance que resultará da dramaturgia experimentada pelos quatro artistas durante as vivências cênicas e pesquisas corporais do projeto Dramaturgias Paralelas, tendo a improvisação como ponto de partida e a questão do Exílio – tema bastante discutido durante os encontros e compartilhamentos -, na visão do filósofo tcheco-brasileiro Vilém Flusser como inspiração.

 

Quando e Onde

Arrastão de Solos – Núcleo de Dança e Performance Marcos Sobrinho
1 a 16/4 (2ªs e 3ªs, às 20h30)
“O Pescador de Ilusões”, de Marcos Sobrinho
*16/4 - bate-papo após a apresentação - mediação Valquíria Rosa.
11 a 13/4 (5ª e 6ª, às 19h30; sáb, às 18h)
“Mar Inquieto”, de Simone Mello
*12/4 - bate-papo após a apresentação - mediação Talita Vinagre
Oficina “Mar Inquieto – para Dançar Imediatamente, apesar da catástrofe planetária” 
(5ª e 6ª, das 13h às 16h, sáb, das 11h às 14h)
18 a 20/4 (5ª e 6ª, às 19h30; sáb, às 18h)
 “Universo Invisível”, de Luciana Hoppe
*19/4 - bate-papo após a apresentação - mediação Silvia Geraldi
Oficina “Dramaturgia corporificada”
(5ª e 6ª, das 13h às 16h, sáb, das 11h às 14h)
25 a 27/4 (5ª e 6ª, às 19h30; sáb, às 18h)
“Verdes e Ouvirdes”, de Jussara Miller 
*26/4 - bate-papo após a apresentação - mediação Pin Nogueira
Oficina “A Escuta do Corpo”
(5ª e 6ª, das 13h às 16h, sáb, das 11h às 14h)
Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro, São Paulo – SP
 

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RASTRO - T.F. Cia de Dança

“O passado torna-se nossa fonte de inspiração; o presente, uma arena de respiração;
e o futuro, nossa aspiração coleƟva” – Ngugi wa Thiong’o.1


Fragmentos de tempo em espiral. Um rastro de movimento, de memória e de repeƟção.
Como o corpo se lança numa relação com o que ele mesmo produz? É a presença de uma ausência.
Instantes que já passaram e seguem esvaindo. Um rastro também de futuro, um eco que se anuncia
antes do som. Rastro como algo que precede e segue uma ação, ao mesmo tempo em que se torna
uma lembrança do que já se foi.
Vesơgios, marcas, ondas, reverberações, trilhos, presenças, fantasmas, acontecimento.
Rastro como caminho de suor que percorre o corpo. É lampejo do agora que se foi. Rastro como
coreografia que dialoga com cada espaço; Rastro como travessia e como vulto que se forma na
insistência de uma repeƟção. Rastro como presença: de uma dança do agora, da diversidade de
corpos, dos modos de se fazer-pensar-senƟr-agir da T.F. Cia de Dança.

 

 

Dias 12, 13 e 14 de abril de 2024

Sexta, às 15h, na Praça Floriano Peixoto

Sábado, às 17h e Domingo, às 16h, na área de Convivência do SESC Santo Amaro.

Grátis.

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Grupo Flying Low apresenta espetáculo de dança
"Menino Assum Preto" em Diadema e Santo André

 

Inspirado na história do pássaro Assum Preto, da música de Luiz Gonzaga, o espetáculo reflete sobre os anseios da população periférica, por vezes impedida de voar, com suas asas cortadas pelas dificuldades.

 

O Grupo Flying Low (@grupo_flyinglow) está realizando uma temporada gratuita do espetáculo "Menino Assum Preto", além de ciclos de conversa após as apresentações e oficinas de breaking.

 

Nos dias 05 e 06 de abril de 2024 (sexta-feira e sábado), às 19h30, o grupo apresenta "Menino Assum Preto" no Teatro Clara Nunes, que fica no Centro Cultural Diadema. No mesmo local, no dia 01 de abril (segunda-feira), de 9h às 11h30, acontece a aula “Voando com Flying Low” para os bailarinos da Companhia de Danças de Diadema, compartilhando métodos utilizados em suas criações.

 

Em 19 de abril (sexta-feira), às 19h, o grupo se apresenta no Cine Theatro de Variedades Carlos Gomes, em Santo André (SP). No mesmo dia, de 10h às 13h, acontece a aula aberta “Voando com Flying Low”.

 

O espetáculo "Menino Assum Preto" é inspirado na história do pássaro nordestino Assum Preto, tema de música de Humberto Teixeira e cantada por Luiz Gonzaga, que perde suas possibilidades de voar por o cegarem e acaba aprisionado para a comercialização.

 

Através do corpo, a montagem propõe uma metáfora entre o desespero de ser engaiolado, no contexto contrabandista em que o pássaro "Assum Preto" está inserido, e o ritmo repetitivo presente no cotidiano urbano e comercial de trabalhadores periféricos das grandes cidades.

 

"Menino Assum Preto" reflete sobre o estilo de vida massante da população periférica no sistema capitalista, a partir da imagem poética do pássaro que é impedido de usar as asas e vive engaiolado. Traçando um paralelo entre a agonia do pássaro como produto e a agonia do cotidiano da classe trabalhadora, que também tem suas “asas” cortadas pelas dores, dificuldades e traumas da vida, o espetáculo lança um olhar sensível sobre a busca desesperada por sobreviver dentro destes contextos.

 

“É uma busca constante por chegar em algum lugar em que possa haver a existência e não apenas a sobrevivência. Assim como o pássaro, que vive entre a tortura e o tormento, o processo criativo se estabelece dialogando diretamente com os traumas internalizados pelos intérpretes, lançando um olhar sobre o trabalhador periférico”, comenta o grupo. 

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Ball Vera Verão cria Vera Verso em sua sétima edição

House of Zion e Coletivo AMEM realizam programação com workshops, debates e uma ball com 16 categorias. Evento acontece no dia 30 de março

 

No dia 30 de março, sábado, a partir das 21h, o Studio Stage recebe a Ball Vera Verão: Vera Verso, realizada pela House of Zion e o Coletivo AMEM com apoio da Unaids. Esta é a sétima edição do evento, que já faz parte do calendário cultural de São Paulo. 

A inspiração para o tema é o metaverso, conceito que se popularizou nos últimos anos e que, simplificadamente, explora as múltiplas possibilidades de existência ao mesmo tempo em locais e períodos históricos diferentes. Na Vera Verão de 2024, cada uma das 16 categorias será como um portal para distintos lugares do cosmos, apresentando uma jornada que levará a comunidade a explorar territórios galácticos inexplorados: o Vera Verso.

“Após sete anos de Ball Vera Verão, é possível ver o quanto a ‘Vera’ tem tomado esse lugar de importância no cenário Ballroom Nacional e até mesmo internacional. Existem muitas expectativas sobre cada edição da Vera, tanto do público, quanto de nós da produção que pensamos em elevar o nível de excelência em cada edição. Nesta edição da Vera Verso, nós queremos levar a ‘Vera’ pra viajar por outras realidades, bolhas, experiências de outros universos e trazer essa energia pra todes nós durante a Ball”, explica Félix Pimenta, idealizador e diretor artístico da Ball Vera Verão, co-fundador do Coletivo AMEM, father (pai, liderança) da House of Zion e Pioneer (pioneiro) da Cultura Ballroom no Brasil.

Além da Ball, o evento anual propõe ainda um circuito de atividades formativas que, este ano, irão acontecer no SESC Pompeia, Fábrica de Cultura Capão Redondo e outros espaços culturais entre os dias 27/03 e 06/04, com debates, oficinas e apresentações artísticas. A iniciativa reúne workshops de dança, debates sobre saúde, HIV/AIDS, política de drogas, história da Ballroom e outros temas que abordam as demandas das pessoas negras, LGBTQIAPN+ e periféricas que formam a Comunidade Ballroom no Brasil, celebrando suas vidas e sua criatividade.

O circuito celebra a memória da icônica personagem Vera Verão, criação de Jorge Lafond, figura de grande importância na representação da comunidade LGBTQIAPN+. Artista negro e gay, Lafond deixou um legado significativo na televisão brasileira nos anos 1990, desafiando estereótipos e abrindo caminhos para a diversidade na mídia. A Ball Vera Verão 2024 busca não apenas honrar e ressignificar sua memória, mas também explorar as diversas possibilidades de existência de corpos racializados e dissidentes em diferentes mundos.

“É muito importante a existência e a continuidade da Ball Vera Verão unindo grandes Houses da cena mainstream do Brasil e América Latina em uma Ball anual, sempre destacando identidades negras, trans, pessoas vivendo com HIV e culturas nacionais, fortalecendo e formando lideranças da comunidade Ballroom”, afirma o produtor-executivo Flip Couto.

A Ball é formada por categorias de dança, de beleza e outras comportamentais, apresentando performances cheias de vigor e originalidade.Muitas pessoas vêm de fora de São Paulo para competir. Simas Maverick Zion, liderança na cena Ballroom Amazonas e integrante da House of Zion, se mobilizou com rifas e contribuições coletivas para participar da ball pela primeira vez. "Fazer parte deste desse evento possibilita não só aprendizado com o circuito e a vivência com artistas e membros da comunidade Ballroom, como também um aprofundamento em áreas como produção cultural, performance, prevenção de HIV/AIDS, entre outros pontos que me atravessam como jovem liderança da cena ballroom do Amazonas. E sendo parte do Planeta Zion, poder celebrar em família me fortalece" comenta.

Malawi Penélope virá de Cuiabá, capital de Mato Grosso, acompanhar a ball também pela primeira vez. Relata que a Vera Verão é uma das suas principais referências na Ballroom brasileira como espaço para pensar ancestralidade e comunidade. “A importância da Vera Verão é relembrarmos anualmente que temos um espaço seguro para nos reunir e celebrar os nossos, de imaginar o quanto aquela vida é potente para existir se destacando em cada metaverso, em cada existência do presente e no futuro. E irá existir, pois todos os anos nos reunimos para lembrar, celebrar e fazê-la (e nos fazermos) presente neste mundo”, detalha. Nos anos anteriores, assistiu ao vivo pela transmissão no Instagram, e relata que está “muito feliz em poder ver pessoalmente, com meus próprios olhos, a grandiosidade daquilo que vi pelas telinhas”.

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Um encontro marcado com dois coreógrafos e obras que mostram as diferentes matizes do afeto, amor, encontros e desencontros, interpretados pelos bailarinos da Cia

 

O Theatro Municipal de Niterói vai receber de 28 a 30 de março, com a apresentação do Ministério da Cultura e patrocínio master do Instituto Cultural Vale dois espetáculos. O primeiro será Macabéa, da coreógrafa e primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal, Marcia Jaqueline, e Sem Você, do coreógrafo e maitre ballet Eric Frederic – todas feitas sob encomenda para a Cia de Ballet Dalal Achcar.

 

Os espetáculos, apresentados pelo Ministério da Cultura, com patrocínio do Instituto Cultural Vale, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, e produção da Aventura, são compostos por uma cia de ballet extremamente preparada, com 18 excelentes bailarinos e reúne a nata da dança jovem. Montados pela companhia que tem o crivo de excelência de Dalal Achcar, grande dama da dança nacional, “Sem Você”, é do coreógrafo e maitre de ballet Éric Frédéric; e "Macabéa", inspirado na obra “A hora da estrela”, de Clarice Lispector, é criação da primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal, Márcia Jaqueline, que estreia como coreógrafa do espetáculo.

 

Focando na parceria com novos coreógrafos, Dalal tem o objetivo de trazer frescor e um ar mais plural para o mercado do ballet no Brasil. Ela ressalta ainda a importância do intercâmbio entre as companhias, muito comum na Europa. “É importante para firmar a força da dança. O coreógrafo precisa ser conhecido além da própria companhia. O processo de criação é uma troca.”, pontua Dalal Achcar, que fala ainda sobre a importância de se apresentar na cidade sorriso. “Niterói é a cidade berço do balé no Rio de Janeiro, capital. A cidade que mais escolas de balé tem no Brasil, é Niterói, que tem uma tradição cultural, com uma imigração de ingleses e estrangeiros. É uma cidade muito importante. O Theatro Municipal de Niterói é uma jóia. E ir para Niterói é um marco para todas as companhias de dança e para a nossa também”, finaliza.

 

Temporada Macabéa / Sem Você - De 28 a 30 de março

Dia 28 de março - 19h – Espetáculo 1

Dia 29 de março - 18h - Espetáculo 2

Dia 30 de março - 18h - Espetáculo 3

Local: Teatro Municipal João Caetano - Niterói - Lotação: 400 lugares

Ingressos: a partir de R$ 15,00 (quinze reais)

Vendas Online: https://bileto.sympla.com.br/event/91879?share_id=1-copiarlink

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Projeto une dança e iluminação em lugares de memória afetiva em Parintins

 

por Wilson Junior

Parintins - A convergência entre iluminação, dança e lugares que emanam da memória afetiva deu vida ao projeto “Performatividade sob Luzes’, de Rogério Cabral, que tem como proposta captar imagens em espaços pontuais de Parintins, que são carregados de simbolismo e afetividade. A junção dessa “brincadeira” de interação com a luz resulta num produto audiovisual em formato de vídeo dança. O projeto, que está em andamento, foi contemplado no edital da Lei Paulo Gustavo, em Parintins (distante a 369 quilômetros de Manaus). 

 

“Os personagens desta obra, que une diversas formas artísticas são Parintins e as  memórias, criadas a partir das vivências afetivas, (res)significadas em sonoridades, lugares, aromas e objetos. Isso nos permite transitar em espaços físicos e também os imaginários para compor as coreografias”, explica Rogério Cabral, artista proponente responsável pela concepção e coordenação do projeto. 

 

Cabral traz uma carga de experiência nos diversos cenários artísticos. Ele é especialista em iluminação cênica de espetáculos de dança, teatro e shows musicais.

 

Sobre o objetivo de “Performatividade sob Luzes”, o artista também esclarece que a questão principal do projeto é mostrar como o movimento das danças “conversa” com os lugares de memórias emocionais dos moradores de Parintins. 

 

“Dentro dessas conexões, a proposta é realizar o encontro entre luz, dança, cidade e as memórias afetivas. Esperamos colaborar com a discussão que se refere às representações sensíveis destes corpos e memórias, nas interações com os espaços culturais”, esclarece.

 

Os lugares escolhidos para estarem no projeto são: as ruas de Parintins; o Centro Cultural Amazonino Mendes, o Bumbódromo; Curral Zeca Xibelão; Curral Lindolfo Monteverde (Cidade Garantido). A equipe também pretende captar imagens de flores e, claro, da água, afinal Parintins é uma ilha. 

 

Além de Rogério Cabral, responsável pelo projeto, a equipe conta com profissionais especializados em pesquisa, dança, iluminação e sonorização. Fazem parte do grupo: Irian Butel; Leonardo Pantoja; Rodrigo Cabral; Victor Nascimento; Glaedson Azevedo, Stanley Fabrício e Edy Almeida.

 

Coreografias 

 

As coreografias do projeto são inspiradas, segundo o coreógrafo Rodrigo Cabral, na dança contemporânea, no boi-bumbá e na capoeira. Ele explica ainda que os elementos das performances são inspirados nos movimentos de flecha, zarabatanas, maracás e flautas.  

 

”Usei na composição minhas raízes e as danças de Parintins. Em cada célula coreográfica e, em cada solo, estão a capoeira, o boi e também a dança contemporânea, que são minhas características”, enfatiza. 

 

Trilha sonora original

A  sonoridade do “Performatividade sobre luzes”,  conforme explica Leonardo Pantoja,  foi inspirada em trilhas sonoras de animes. “É um universo (os animes), o qual gosto bastante, que consegue transmitir emoções e vibrações para personagens animados”, acentua. 

 

Ele completa que foram trabalhados dentro da trilha, momentos de fúria, ternura, ascensão, conquista e vitória, que foram divididas em quatro atos compostos com elementos da natureza e da musicalidade amazônica, como: maracás, flautas, sons da natureza e tambores regionais. 

 

“Defino esse trabalho como um prólogo para outros projetos com o mesmo conceito. Alinhar música, dança e luzes é algo muito inovador dentro do cenário cultural de Parintins”, conclui Pantoja.

 

A montagem 

 

As imagens serão captadas em duas fases. Na primeira, a captação acontece nos locais de memória e a seguir, será a vez das imagens da performance dos bailarinos  nos desenhos de luz, realizada no Teatro Multiuso da Estação Cidadania João do Carmo, Bairro da União. 

 

As etapas de trabalhos se subdividem na captação do audiovisual; coreográfica; plano de iluminação e produção de trilha sonora original. Os performers (bailarinos) constroem as células coreográficas em paralelo com os desenhos de luz pensados para cada cena.

 

 

“Rodrigo e Santley montam as sequências coreográficas, que irão compor a performance que o projeto propõe. Eles fazem o estudo dos movimentos e definem como vão se materializar no corpo dos bailarinos  para depois fechar a coreografia final”, explica Irian Butel.

 

Ela  adianta, ainda, que o resultado do projeto será apresentado na Estação Cidadania João do Carmo e no Centro Cultural Ogum Beira Mar e Cabocla Mariana, no Loteamento Teixeirão. “Estamos todos muito felizes com o resultado. Ficou tudo muito forte”, resumiu Irian.

 

 

Participantes: 

 

●     Rogério Cabral: Técnico em iluminação, iniciou a carreira na equipe da empresa Pró-show Iluminação. Nessa trajetória produziu eventos e shows de artistas nacionais como Raça Negra e Paula Fernandes. Após anos de aprendizado fundou a empresa M&B Iluminação e hoje atua no ramo da iluminação cênica com especialização em espetáculos de dança, teatro e shows musicais. Coreógrafo oficial de galera do Boi Bumbá Garantido há 17 anos.

●     Stanley Fabrício: Performer. Licenciado em História/UEA e acadêmico de Educação Física/UFAM, maquiador profissional e bailarino da CIA de Danças Folclóricas Garantido Show.

●     Irian Butel: Professora, historiadora, pesquisadora, produtora cultural, técnica em elaboração de projetos culturais. Mestranda em Dança pela Universidade Federal da Bahia, Membro do Grupo de Pesquisa em culturas Indígenas, Repertórios Afro-Brasileiros e Populares – Grupo Gira.

●     Leonardo Pantoja: Empresário Proprietário do Studio Ômega - Produtor musical do Boi-Bumbá Caprichoso, diretor musical do Boi-Bumbá Garantido, formado em música pela Escola de Artes Irmão Miguel de Pascalle.

●     Rodrigo Cabral: Licenciado em Dança pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), coreógrafo do Boi-Bumbá Garantido. Participou de projetos e produções artísticas como: Festival Folclórico de Parintins, Festival de Cirandas de Manacapuru, Concerto de Natal O Glorioso, Projeto Puxirum – mostra de artes integradas, Projeto Amazônia Oriental – performance e instalação.

●     Victor Nascimento: Produtor Audiovisual, Filmmaker, Cinegrafista, Diretor de Cena e Fotografia, Editor, Motion Designer 3D, certificado pela Escola Online para Filmmaker e Fotógrafos (AVMAKERS). Também atua na área musical como músico/produtor, técnico em mixagem e masterização. 

●     Glaedson Azevedo: Licenciado em Artes Visuais pela Ufam; Técnico em Tecnologias e Programação pelo Ifam; Gestor em projeto gráfico visual; Manipulação e edição de imagens digitais; Desenho e pintura em aerografia; Técnicas de Pintura Digital. 

●     Edy Almeida: Técnico de iluminação da empresa M&B Iluminação, com trabalhos em desenho de luz dos projetos culturais como SAMBOI 2.0.

 

Fotos: Pedro Coelho

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Prix de Lausanne
 

82 candidatos participaram na edição 2023 do Prix de Lausanne e 22 deles chegaram às finais. Na final o Júri, presidido este ano pelo Coreógrafo e Diretor dos Ballets de Monte-Carlo e Vencedor do Prêmio Prix de Lausanne 1977, Jean-Christophe Maillot, selecionou 11 Vencedores do Prêmio. Recebem bolsas de estudos em prestigiadas Escolas e Companhias Parceiras do Prix de Lausanne.

Os 11 vencedores do Prêmio Prix de Lausanne 2023 são:
1 – FUNDAÇÃO CARIS
207 –Millán DE BENITO – Espanha

1 – FUNDAÇÃO DE CARVALHO
210 – Fabrizzio ULLOA CORNEJO – México

3 – FUNDAÇÃO COROMANDEL
320 – Sangwon PARK – Coreia do Sul

4 – FUNDAÇÃO MAURICE BÉJART
310 – Julie JOYNER – Estados Unidos

5 – FUNDAÇÃO DAMM-ETIENNE
309 – Seehyun KIM – Coreia do Sul

6 – BOURSE JEUNE ESPOIR
101 – Alecsia Maria LAZARESCU – Romênia

7 – FUNDAÇÃO ALBERT AMON
314 – Ana Luísa NEGRÃO – Brasil

8 – BOLSA ASTARTE
201 – Keisuke MIYAZAKI – Japão

9 – BOURSE JEUNE ÉTOILE
114 – Emily SPROUT – Austrália

10 – FUNDAÇÃO CLERMONT-TONNERRE
413 – Giuseppe VENTURA – Itália

11 – PALÁCIO DE BEAU-RIVAGE
318 – Soo Min KIM – Coreia do Sul

Outros prêmios:

FUNDAÇÃO NUREYEV
Prêmio Melhor Jovem Talento: 310 – Julie JOYNER – Estados Unidos

MINERVA KUNSTSTIFTUNG
Prêmio de Dança Contemporânea: 212 – Alexander MOCKRISH – Suécia

MINERVA KUNSTSTIFTUNG
Prêmio Dança Contemporânea: 314 – Ana Luisa NEGRÃO – Brasil

FONDATION EN FAVEUR DE L'ART CHORÉGRAPHIQUE E CONCERTO DE ARTE
Melhor Candidato Suíço: 210 – Fabrizzio ULLOA CORNEJO – México
Prêmio do Público Web: 207 – Millán DE BENITO – Espanha
Favorito do público: 309 – Seehyun KIM – Coreia do Sul
Prêmio de Finalistas: os Finalistas que não tiverem sido premiados com nenhuma bolsa receberão cada um CHF 1.000.-, oferecido pela Bobst SA.

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Frestas Poéticas 


 O trabalho da Cia Dança sem Fronteiras, criada em 2010, tem uma premissa essencial: a acessibilidade. Fazem parte do grupo mulheres, homens, pessoas trans, de várias etnias, idades, alturas, pesos, com algum tipo de deficiência. Para comemorar os 12  anos da companhia será lançado no dia 23 de fevereiro, às 19h, na sede da SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt, o livro Frestas Poéticas. Idealizada por Fernanda Amaral, bailarina, coreógrafa, criadora e coordenadora da Dança em Fronteiras, a publicação do selo Lucias tem edição da Associação dos Artistas Amigos da Praça (Adaap), entidade responsável, entre outros projetos, pela gestão da SP Escola de Teatro, e faz parte do projeto Frestas Poéticas — Cartografias do Corpo Diverso no Urbano.
 
A Dança sem Fronteiras começou quando a gaúcha Fernanda Amaral retornou ao Brasil em 2010, depois de mais de duas décadas na Europa e nas Américas desenvolvendo trabalho com uma série de ações de investigação e pesquisa sobre a diversidade e as habilidades mi stas na dança.
 
“Eu morava no Reino Unido, mas trabalhava em muitos lugares da Europa, eu viajava muito. Voltei para cá com essa ideia, de que a dança não tivesse fronteiras, nem físicas, nem com relação ao corpo e às artes. Sou apaixonada por São Paulo que é, na minha opinião, uma das cidades mais incríveis do mundo, além de ser um polo cultural importantíssimo. Minha formação como atriz, como preparadora corporal tinha sido aqui e foi pra onde eu quis voltar. Achei que seria o lugar que acolheria esse trabalho”, conta a coreógrafa.
 Mais um fruto da parceria entre Dança sem Fronteiras e SP Escola de TeatroFrestas Poéticas celebra a trajetória da companhia desde a sua criação. “O título do livro vem da imagem da natureza rompendo o concreto, quando nasce uma planta. A gente se identifica com essa imagem, a gente rompe os padrões e mostra que há beleza de várias formas, não de uma forma só. E quer emos mostrar que São Paulo tem beleza também, que há muitas frestas nesse concreto, nessa grande metrópole. O projeto é esse, retomar o urbano, retomar a rua, o presencial depois de dois anos de pandemia e estar muito online, retomar os espaços públicos. Celebrar os doze anos porque não deu pra celebrar os dez”, esclarece Fernanda. 

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MANOfestAÇÃO

 

No dia 11 de fevereiro de 2023 (sábado), às 18h, com entrada gratuita, o  grupo Unity Warriors - que tem como fundador o bailarino Igor Souza - apresenta “MANOfestAÇÃO” na Oficina Cultural Oswald de Andrade, que fica na Rua Três Rios, 363, no Bom Retiro, em São Paulo - SP. 

 

“MANOfestAÇÃO” é um manifesto através da dança breaking, inspirado nas "Block Parties", as originais festas de rua da cultura hip-hop que, em meio ao descanso e o caos, eram pontos de encontro entre jovens que encontraram na dança um refúgio e espaço de protesto.

 

De acordo com Vinicios Silva, diretor artístico, “MANOfestAÇÃO” traz à tona aquilo que nos "aprisiona", buscando (re)apresentar artisticamente a desigualdade social, o racismo estrutural que molda o imaginário social e atravessa nosso fazer, enquanto cidadãos e artistas periféricos, que no meio de tantas adversidades, barreiras invisíveis e visíveis continuam (re)existindo.”

 

A ação integra o projeto ‘EU E VOCÊS, SOMOS NÓS?’ do Grupo Unity Warriors, contemplado no edital PROAC 46/2022 - Cidadania Cultural – Produção e Realização de Projeto Cultural ou Manutenção de Corpo Artístico em Favelas e Periferias

 

O projeto prevê ainda a circulação do espetáculo “MANOfestAÇÃO” com apresentações e bate-papos abertos ao público na cidade de São Paulo e outras três cidades do estado; a criação de um espetáculo inédito e sua circulação por São Paulo e outras cidades, e a realização da Residência Artística Unity Class, uma vivência prática com a dança breaking, que proporcionará um espaço de encontro, de pesquisa e estudos, de acordo com a experiência e processo de criação da Unity Warriors

 

Quando: 11 de fevereiro de 2023 (sábado) - Horário: 18h

Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade - Endereço: Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro - São Paulo - SP