WORKSHOP GRATUITO EM SÃO PAULO

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Fernando Martins, integrante da Plataforma Shop Sui, leva a centros culturais periféricos da cidade de São Paulo, pelo projeto A Máquina da Amnésia, contemplado pelo Programa Municipal De Fomento À Dança Para Cidade De São Paulo - 20ª. Edição - 2016, o workshop de dança Brain Diving (mergulho no cérebro, em tradução livre), uma pesquisa de linguagem em dança que experimenta campos de trocas e conexão entre os participantes. Os workshops acontecem dias 8 e 9 de dezembro, das 14h às 18h, no Condomínio Cultural (Rua Mundo Novo, 342 – Vila Anglo Brasileira, São Paulo). Para se inscrever, basta enviar um e-mail para contatoshopsui@gmail.com com o assunto Workshop de BRAIN DIVING e escrever no corpo do e-mail nome completo, data nascimento e telefone para contato e uma breve escrita sobre qual o seu interesse na oficina. Para mais informações, ligar para 9.7040-1750.

 A partir da experiência como bailarino em diversas companhias, Fernando sentiu a necessidade de estudar outras formas de pensar a presença cênica e construir uma forma específica de se mover em conexão com o todo.

 

O conteúdo principal do workshop Brain Diving é apresentar questões ligadas ao recondicionamento do corpo contemporâneo. Sendo assim, ele expõe a textura de um corpo provocado através de práticas em estúdio, seguindo um procedimento de ações que resultam em um método específico da linguagem proposta. Dentro dessa metodologia surge o despertar de um físico cuja amplitude traz à tona um estado de presença específico em cena.

 

Brain Diving propõe desafios que levam os participantes a lugares não óbvios. É importante ressaltar que o pensamento da pesquisa não constrói uma técnica específica, mas sim a reflexão do movimento consciente. Fernando classifica a linguagem como uma ideia de construção, oferecendo possibilidades e descobertas sobre o próprio corpo em cena, colocando-o em um estado específico de presença cênica, aproximando o participante de suas referências pessoais.

“O ego é o primeiro inimigo de Brain Diving, porque ele isola e separa - tira o intérprete do processo de criação. Na prática de Brain Diving o intérprete compreende melhor suas decisões, ficando mais disposto à criação”, exemplifica Fernando.

 

Por ser uma atividade voltada ao reconhecimento do próprio corpo, não-bailarinos ou artistas de outras áreas podem participar dos workshops sem nenhum tipo de restrição. “Já trabalhei com palhaços, mulheres grávidas, idosos, jovens, crianças. A ideia é mostrar para a pessoa que é possível construir movimento, construir dança. O movimento está no corpo”, conclui.

 

Histórico do Brain Diving

 

Fernando Martins, nos estudos para o desenvolvimento da linguagem Brain Diving, estabeleceu uma aproximação com outras culturas e pensamentos, sem a pretensão de levantar questionamentos sobre, mas experimentar um campo novo de conexões e trocas. Fizeram parte de sua trajetória: a aproximação com os Himbas (tribo africana) em Namíbia; práticas de Tai Chi Chuã com mestres como Lucille Chun em Long Bay no Vietnã, importantes para o fortalecimento dos pensamentos de conexão e presença cênica bem como o espiritual Temazcal dos índios do México em Morelia e longas caminhadas religiosas no Brasil, se aproximando do desafio da permanência em um estado de concentração, explorando os limites físicos e psicológicos de seu corpo. O crescimento da pesquisa contou com diferentes etapas, sendo mantida como um elemento vivo através de diversos estudos.

Investigações corporais com outros jovens coreógrafos e cientistas na Random Collision- Groningen (Holanda), foram fundamentais para se chegar até a o nome da pesquisa - Brain Diving. No ano de 2013 juntamente com esses cientistas no projeto chamado Experiment A, pôde novamente desenvolver e aprofundar o entendimento sobre suas investigações. Tom Postmes associou os experimentos de Fernando com investigações na área da física quântica e outras pesquisas sobre a concentração de energia.

 

“O Brain Diving começa na consciência. Os participantes vão mapeando o corpo a partir das grandes articulações e depois nas pequenas, percebendo que há partes do corpo que não estão conscientemente recebendo movimento- informação. O pensamento em Brain Diving pode ser comparado a uma teia de aranha, que independentemente de onde se encosta, ela inteira recebe a informação do toque ao mesmo tempo.”, diz Fernando.

 

Serviço:

Workshop Brain Diving

Quando: 8 e 9 de dezembro, (das 14h às 18h).

Local: Condomínio Cultural (Rua Mundo Novo, 342 – Vila Anglo Brasileira, São Paulo- SP)

Capacidade: 15 pessoas

Quem pode participar: A atividade é voltada para pessoas com ou sem experiência em dança a partir de 16 anos.

Inscrição: Enviar e-mail para contatoshopsui@gmail.com com o assunto Workshop de BRAINDIVING e escrever no corpo do e-mail nome completo, data nascimento e telefone para contato. Para mais informações, ligar para 9.7040-1750.