VII MOSTRA DE REPERTÓRIO COREOGRÁFICO

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Cia Diversidança apresenta de 24 à 27 de Novembro de 2016, a VII Mostra de Repertório Coreográfico, na Fábrica de Criatividade, espaço de resistência cultural e artística, localizado próximo da Estação Capão Redondo da Linha Lilás  do Metrô, com participação de seis núcleos artísticos convidados, incluindo a própria Diversidança.

No dia 24 de Novembro, temos a apresentação de “Forest” da ANIKAYA Dance Theater, dirigida por Wendy Jehlen, artista norte-americana com elenco composto por brasileiros. A missão da ANIKAYA Dance Theater e romper as paredes entres pessoas, culturas e formas de arte, estendendo o trabalho por todo o mundo. Em “Forest” você irá entrar no mundo imprevisível e sempre em evolução da floresta – um mundo desconhecido e fascinante,  cheio de serenidade e sensualidade, conflito e metamorfose…

Na mesma noite apresenta o Núcleo Iêê, com direção de Rafael Oliveira, contemplados pelo Programa de Valorização de Iniciativas Culturais – VAI, tem como finalidade, relatar por meio do corpo um estado de subversão do jovem periférico, que traz consigo uma estética marginalizada pela sociedade, levantando a questão: “O que é ser suspeito dentro de um corpo social?”, partindo dessa pergunta, o espetáculo “Dos olhares nasce o grito”, tem como intuito, transmitir corporalmente as emoções e sensações através da dança, música e poesia, inspirando-se em situações vividas pelos integrantes, depoimentos e relatos de pessoas que passaram e passam por esses instantes.  Ambos os espetáculos terão em seu termino bate papo com os espectadores. E pra finalizar a noite, na entrada da Fábrica de Criatividade, a Cia Diversidança, dirigida por Rodrigo Cândido, apresenta o Manifesto Poético “Por que danço?”, recentemente contemplados pela 21ª Edição do Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo com o projeto de pesquisa “Ensaios Cartográficos”, com intuito de amadurecer a proposta, realizada por meio de site specific, mas cuja proposta não somente perfaça pela sua relação com o espaço/território, mas que a vivência estabelecida possa trazer experiência não apenas estética, mas também simbólica para os transeuntes/espectadores. O Manifesto Poético, “Por que Danço?” reuniu depoimentos de diversos artistas da dança que expressaram em contexto político-social, convidados para relatar parte de suas histórias. Entrelaçadas com os dos próprios integrantes, seus relatos servem como ponto de instigação para que os transeuntes/espectadores possam compartilhar seus modos de ser, sentir e pensar a dança. Por que Danço? Em seus discursos, manifesta-se a importância que a Dança exerce no cotidiano dos artistas, transeuntes e espectadores.

 No dia 25 de Novembro, a programação continua com abertura do Grupo Corpo Molde de Dança-Teatro, dirigido por Renan Marangoni, apresentando seu novo espetáculo “Ausência”, o mesmo discute a cognição do corpo entre as relações humanas e afetivas no período tecnológico, que vivenciamos entre julgamentos abstratos e experiências subjetivas. O qual corpos emergem em seu interno, um corpo performático que,  busca responder e desmistificar as relações atuais, considerando como limite as próprias descobertas de corpo, carinho, atenção, falta, sexo, amizade e outros eixos simbólicos do “corpocarne”. A representação das experiências do mundo se tornam um ciclo de desenvolvimento corporal, desafiando os intérpretes a se provocarem em busca do que falta em si, em um processo de evolução.

Na mesma noite a Cia de Dança Street Son, dirigida por Duda Moreno, apresenta “Falem Comigo”, que nasceu do estudo sobre LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e a Cultura Surda. Contemplados pelo prêmio Klauss Vianna de Dança da FUNARTE/2014, esse universo apresentou a comunicação que é feita através de um bailado expressivo, repleto de símbolos, significados e sentimentos. Serão mostrados nessa obra cênica alguns momentos que colaboram diretamente com a formação da identidade do surdo e do deficiente auditivo ao longo de suas vidas, a fim de instaurar inquietações e reflexões sobre a exclusão de uma porcentagem de indivíduos que anseiam por afetividade, diálogo e respeito. Preparando o público para experimentar outros canais de escuta! E pra finalizar a noite, com mediação do artista Marcos Ramon, realiza a Roda de Conversa “Que dança é essa que fomentamos nas bordas da cidade” com integrantes e diretores dos Núcleos participantes da VII Mostra de Repertório Coreográfico, afim de abrir um canal de escuta de diálogo dos agentes que hoje fomentam dança nas periferias da cidade de São Paulo.

 No dia 26 de Novembro, a noite começa com “Disforme” do Composto Mácula. Contemplados pelo Programa de Valorização e Iniciativas Culturais – VAI, “Disforme” lança um olhar sobre a experiência e seus atravessamentos, abordando as diferentes maneiras de se afetar pelos acontecimentos e informações. É uma reflexão sobre a trajetória do corpo que é constantemente transformado a partir da sua relação com o mundo. Nessa noite, teremos a reapresentação da Cia de Dança Street Son com “Falem Comigo”. Finalizando a noite com a Dentre Nós Cia de Dança, também contemplada pelo Programa de Valorização de Iniciativas culturais – VAI e dirigida por Rivaldo Ferreira, “Cartas á Casa de Pó”, tem como partida o estudo da pessoalidade de cada intérprete, trazendo as personagens presentes na peça de teatro “A casa de Bernarda Alba”, indagando a figura feminina no seu estado mais resistente e mais delicado. O espetáculo busca esse pertencer, essa dependência e fazer parte de algo pra existir. Utilizamos dessa metáfora para que possamos dizer que tudo está abarcado nessa pequena atmosfera, seja ela intrínseca ou extrínseca, refere-se ao antigo e ao que se foi. São relatos e rememorações estando em constante transformação de quem sou e de quem eu era.

No dia 27 de Novembro, temos “Dois Olhos e Um Risco” do Grupo Art’e de Diadema, com direção de Renato Alves e coreografia de Zezinho Alves e Elenco, O quadro “O Grito” (1893) de Edvard Munch, inspira o Grupo numa atmosfera de chegada e partida cíclico… Corpos lançados a campos concretos e sinestésicos. A vida e a morte como polos de “início” e “fim” revelam à cena o “meio” e suas camadas de incertezas e decisões. O “grito” que atravessa os corpos, latente, sutil e cotidianamente nos provoca a reflexão ante a individualidade do ser humano, seus medos e angústias; sua inquietude diante a ideia da “finitude”. No mesmo dia, a Cia Diversidança realiza um Encontro com Atuais e Ex-Integrantes que fizeram parte da trajetória da Cia, comemorando os seus 10 anos de história, lutas e conquistas.

Para mais informações acesse: www.ciadiversidanca.wordpress.com