UM NOVO CAPÍTULO NA HISTÓRIA DA DANÇA BRASILEIRA

Compartilhe

Nome: Jerfferson Costa Pinto

Cidade: Palmas

Estado: Tocantins

Idade: 26 anos

Profissão: Assistente Administrativo, Dançarino Profissional

 

Qual sua história com a dança?

Conheci a dança através de um amigo que vi em uma festa fazendo uns passos, gostei e fui procurar vídeos na internet para aprender e desde então não parei mais. Eu danço há 7 anos, já participei de mais de 100 eventos pelo Brasil, fiz uma participação especial no programa “Encontro com a Fátima Bernardes” da rede globo, fui um dos condutores da tocha olímpica, e fiz uma viagem para o Uruguai também por um projeto aprovado pelo governo federal.

 

O que é o FREE STEP?

O Free Step é a evolução do estilo brasileiro de dança para música eletrônica Rebolation - que tem sua origem em um estilo antigo e vigoroso de dança chamada Charleston (surgida na década de 1920 na Carolina do Sul, caracterizada por movimentos dos braços e projeções laterais rápidas dos pés, ao som do Jazz Swing ). A dança virou diversão entre jovens e fez muito sucesso em festas Rave no Brasil por volta de 2008 e 2009, seguindo o gênero “Dance” baseava-se nos ritmos Psy e Trance.

No fim de 2009, viu-se na necessidade de criar novos passos para a dança, pois o Rebolation estava muito limitado a passos pra frente e pra trás, não havia muitas variações. O Rebolation então passou por uma reformulação, tornando os passos mais elaborados principalmente pela utilização de saltos na sua própria base e de movimentos com os braços.

Ainda no final de 2009, a banda de pagode baiano chamada Parangolé criou uma música chamada Rebolation, inspirada na dança, mas insinuando que ela se baseava em rebolados de pagode e não no movimento das pernas. A música fez muito sucesso no Brasil e com isso foi feita a associação geral da população entre o Parangolé e o Rebolation, constrangendo quem dizia que dançava Rebolation.

O nome "Free Step" foi dado por "dancers" dessa modalidade, e fez muito sucesso, principalmente pela internet. Hoje há competições chamadas "Meet Up" em que os dançarinos competem entre si, sendo julgados pela inovação, sincronismo, perfeição, e criatividade nas sequências.

 

 

Você teve um projeto selecionado pela FUNARTE, como é e o qual a sua expectativa?

Meu projeto selecionado consiste em um intercâmbio de 3 meses na Europa em que participarei de aulas de HIP HOP, eventos internacionais, ministrarei WORKSHOPS de FREE STEP e no retorno ao Brasil estarei a frente de um Evento do gênero realizado no Tocantins que atrai bastante número de jovens da modalidade onde estarei na organização do mesmo e na banca de jurados da competição.

Espero que corra tudo bem afinal é uma realização única tanto para mim como para a dança FREE STEP que começa a se firmar no cenário Brasileiro e Mundial. São conquistas  como essa que dão brilho ao nosso trabalho e fazem valer todo o esforço.

 

 

Quais os prazeres e dificuldades de trabalhar com dança no Brasil, especificamente no Tocantins?

Um dos maiores prazeres com certeza é tocar o coração das pessoas com a sua arte, inspirá-las, motivá-las a tentar também o reconhecimento, o carinho do público, a admiração é um dos grandes prazeres assim como o surgimento de novas oportunidades através da dança, de conhecer novos países, novas culturas, de viajar, de mostrar seu trabalho para pessoas que lhe admiram e receber por isso. é uma experiência única.

A grande dificuldade sempre é o apoio de entidades governamentais, as políticas voltadas para a dança no meu estado são muito poucas e dançarinos como eu, se mantém através de apoio de empresários com pequenas quantias, apenas para você tentar representar a dança a nível nacional em competições ou eventos grandes.

As iniciativas voltadas para a dança de rua no Estado na maioria das vezes são idealizadas pelos próprios dançarinos que lutam para realizar os eventos sem nenhum tipo de apoio do governo. O apoio financeiro assim também como o preconceito com os dançarinos de rua ainda são grandes desafios.

 

Você se mantém financeiramente através da dança?

Não me mantenho financeiramente através da dança, mas dá um grande reforço no final do mês, é um dinheiro extra que faz a diferença. (Risos.)

 

Qual seu conselho aos novos bailarinos?

Nunca deixem de acreditar, de tentar, de lutar, oportunidades não caem dos céus, as oportunidades surgem para aqueles que estão preparados para agarrá-las com todas as forças. Faça a diferença, seja qual estilo você dançar ou qual movimento você fazer parte, nunca se acomode, sempre abra a mente para novos horizontes.

 

O que você deseja para 2017?

Um ano recheado de conquistas, que a dança chegue cada vez mais a um novo patamar e sejamos ainda mais reconhecidos pelo nosso trabalho. Que venham novas oportunidades e que se concretizem novos sonhos!