SPCD NA VIRADA CULTURAL 2017

blog-image
Compartilhe

No dia 21 de maio, às 16h00, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD), mantida pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, sob direção de Inês Bogéa, integrará a programação da Virada Cultural 2017, promovida pela Prefeitura de São Paulo, com uma apresentação gratuita na Galeria Olido (Avenida São João, 473 – Centro). A Companhia participou da Virada Cultural em 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014.

A apresentação leva ao palco três obras do repertório: a clássica Grand Pas de Deux de Dom Quixote (2012), da SPCD a partir do original de 1869 de Marius Petipa (1818-1910) e duas contemporâneas, Gnawa (2005), de Nacho Duato e Pivô (2016), de Fabiano Lima, que recebeu o terceiro lugar na escolha do júri como Melhor Espetáculo de Dança, em enquete promovida pelo Guia da Folha de S. Paulo.

“Para nós é uma felicidade voltarmos a nos apresentar neste evento que mobiliza a cidade em torno da cultura, ainda mais na Galeria Olido, um dos mais tradicionais espaços de dança de São Paulo”, fala Inês Bogéa, diretora da SPCD.

 

SOBRE AS OBRAS |

O Grand Pas de Deux de Dom Quixote é o momento do casamento de Kitri e Basílio, personagens principais desta obra. Coreografado por Petipa, o balé Dom Quixote é baseado em um capítulo da famosa obra de Miguel de Cervantes, que narra as aventuras do barbeiro Basílio e seu amor por Kitri, filha do taberneiro.

Gnawa é uma peça que utiliza os quatro elementos fundamentais - água, terra, fogo e ar - para tratar da relação do ser humano com o universo. A obra apresenta o reiterado interesse do coreógrafo Nacho Duato pela gravidade e pelo uso do solo na constituição de sua dança. Os gnawas são uma confraria mística adepta do islamismo, descendentes de ex-escravos e comerciantes do Sul e do centro da África, que se instalaram ao longo dos séculos no Norte daquele continente.

Criada para o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros 2016, Pivô é uma coreografia que se vale das referências do basquete, do hip-hop e da dança contemporânea. Com música de Carlos Gomes, traz para a cena o ambiente brasileiro com sonoridades conhecidas. O figurino de Cássio Brasil dialoga com a luz de Guilherme Paterno e evidencia as diferentes camadas de cor da obra. “É uma coreografia de troca e percepção para entendermos como essa dança passa de um corpo para o outro. Gosto de trabalhar com elementos cênicos, dá identidade aos meus trabalhos”, fala o coreógrafo.

 

SAIBA MAIS SOBRE AS OBRAS ABAIXO

 

GNAWA (2005) Coreografia: Nacho Duato Remontagem: Hilde Koch e Tony Fabre (1964-2013) Música: Hassan Hakmoun, Adam Rudolph, Juan Alberto Arteche, Javier Paxariño, Rabih Abou-Khalil, Velez, Kusur e Sarkissian Organização e produção original: Carlos Iturrioz Mediart Producciones SL (Spain) Figurino: Luis Devota e Modesto Lomba Iluminação: Nicolás Fischtel Nacho Duato nasceu em Valência (Espanha) em 1957 e é um dos mais importantes artistas da dança. Iniciou sua formação aos 18 anos e estudou em três grandes escolas: Rambert School (Inglaterra), Mudra School, sob direção de Maurice Bérjart (Bélgica) e Alvim Ailey American Dance Center (EUA). Em 1980, integrou o Cullberg Ballet (Suécia) e, em 1981, foi para o Nederlands Dans Theatre (Holanda). Entre 1990 e 2010 foi diretor artístico da Companhia Nacional de Danza (Madri), a mais importante companhia da espanhola. Além de Gnawa, a SPCD possui em seu repertório Por Vos Muero (1996), também de Nacho.

 

GRAND PAS DE DEUX DE DOM QUIXOTE (2012) Coreografia: SPCD a partir do original de 1869 de Marius Petipa (1818-1910) Música: Leon Minkus (1826-1917) Figurinos: Tânia Agra Iluminação: Wagner Freire Duração: 10 minutos com 2 bailarinos

 

PIVÔ (2016) Coreografia: Fabiano Lima Figurino: Cássio Brasil Produção de figurino: Adriana Recchi e Patrícia Sato Músicas: Quem Sabe? (1859) cantada por Adriana de Almeida e executada ao piano por Olinda Allessandrini e Bailado dos Índios da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes (1836-1896), executada pela Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo sob regência de Armando Bellardi. Iluminação: Guilherme Paterno Fabiano Lima é um jovem criador que desenvolve um trabalho de pesquisa de dança contemporânea aberto a cruzamentos com dança-teatro. Atualmente, integra o corpo docente do Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França, em Goiânia (GO), como professor, ensaiador e coreógrafo. Trabalhou com diversos grupos como Pavilhão D, Faces Ocultas Companhia de Dança, Grupo de Dança de São Paulo, Galpão 1 Erika Novachi, e outros. Suas criações foram apresentadas e premiadas em alguns dos principais festivais de dança do Brasil. Pivô é sua primeira criação para a São Paulo Companhia de Dança.