São Paulo Companhia de Dança estreia nova temporada no Teatro Sérgio Cardoso

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Recém-chegada de uma turnê de 45 dias – custeada integralmente por produtores internacionais – por Israel, Bélgica, França e Alemanha, a São Paulo Companhia de Dança se prepara para subir ao palco do Teatro Sérgio Cardoso, entre os dias 1 e 25 de junho, para a estrear sua nova temporada. Titulada de Pássaro de Fogo, pela diretora artística da Companhia, Inês Bogéa, esta temporada apresenta quatro semanas de espetáculos, em três diferentes programas e nove coreografias. Os preços são populares e variam de R$ 10 a R$ 40. Todos os espetáculos contam com recursos de acessibilidade comunicacional – libras, audidescrição e legendagem. “O título da temporada vem de encontro às observações, reflexões e a transformação do Brasil nos dias atuais. O pássaro de fogo é um símbolo de luz, uma ave lendária que é capaz de se regenerar, de encontrar potência para a sua existência pela superação”, fala a diretora. A primeira semana – de 1 a 4 de junho - será dedicada os coréografos brasileiros. Ao lado das premiadas Ngali... de Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro (melhor coreografia de 2016 pelo voto popular dos Melhores do Ano do Guia da Folha de S. Paulo) e Pivô, de Fabiano Lima, que recebeu o terceiro lugar do júri na mesma premiação, estão duas estreias: uma clássica - a suíte do terceiro ato de Raymonda, remontagem de Guivalde de Almeida a partir do original de Marius Petipa (1818-1910)– que integra a edição de 2017 do Ateliê de Coreógrafos Brasileiros da SPCD - e a criação contemporânea de Clébio Oliveira, Primavera Fria, com música original de Matresanch. “A ideia desta primeira semana é mostrarmos o Brasil em movimento pelo olhar dos coreógrafos e ressaltar a versatilidade dos nossos intérpretes tanto na dança clássica, quando na contemporânea”, fala Inês. O balé título da temporada Pássaro de Fogo, de Marco Gocke, ganha o palco na segunda semana, entre os dias 8 e 11 de junho, ao lado de 14´20’’, de Jirí Kylián, um dos mais importantes coreógrafos do mundo. Vale lembrar que a SPCD tem em seu repertório três outras obras do tcheco: Sechs Tänze, Petite Mort e Indigo Rose, esta última também será apresentada durante esta semana. As obras reforçam a principal temática de Kylián: dançar o tempo, o amor e a morte. Segundo Nadja Kadel, dramaturga de Goecke, na coreografia que dá nome à temporada se vê o encontro entre o Pássaro de Fogo e o príncipe, duas criaturas de diferentes naturezas: “um pássaro que dança e um humano que voa”. As noites se completam com Suíte para Dois Pianos, de Uwe Scholz. “Esta semana é marcada pelos coreógrafos internacionais, que dialogam com a SPCD há bastante tempo. Esta é a terceira obra de Gocke no nosso repertório, além de Supernova e Peekaboo. É um diálogo do passado no presente”, completa a diretora. O balé de repertório completo La Sylphide, de Mario Galizzi a partir do original de August Bournonville (1805-1879), ganha reapresentações de 16 a 18 e de 22 a 25 de junho. “Aqui temos um conto de fadas para todas as idades. Essa obra marca o início da história do balé clássico romântico, no qual a dupla aparição feminina – sensual e etérea – simboliza a dualidade do corpo e do espírito”, revela Inês. EDUCAÇÃO – Também no Teatro Sérgio Cardoso estão previstos três espetáculos gratuitos para estudantes e terceira idade, nos dias 2, 20 e 21 de junho. “A área de educativo e de formação de plateia é uma vertente da SPCD que dialoga diretamente com nossas outras duas áreas, de registro e memória da dança e a produção e circulação. Nesses espetáculos que contam com mediação e apresentação de coreografias da Companhia podemos chegar mais perto dos estudantes e também dos professores revelando também o que está nos bastidores da dança e dando a eles um material de mediação que pode ser usado em sala de aula para a continuação deste trabalho”, conta Inês. Neste semestre a SPCD já realizou estas ações em Centros Culturais, Fábricas de Cultura, entre outros espaços. “Também levamos dança para dentro de asilos, creches e ONGs no projeto Meu Amigo Bailarino e recebemos diversas escolas de dança em nossa sede para palestras e oficinas”, completa. A São Paulo Companhia de Dança vai além do movimento da cena da dança no Brasil, coloca em xeque o corpo do espectador para que a cada apresentação ou atividade ele experimente novas e diferentes sensações. “Queremos que todos venham dançar conosco, seja nas palavras, nos gestos, nas imagens. A SPCD é a companhia de todos nós”, completa a diretora. SERVIÇO – São Paulo Companhia de Dança. De 1 a 25 de junho, no Teatro Sérgio Cardoso (rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo). Ingressos: R$ 40 (plateia central), R$ 20 (meia-entrada plateia central), R$ 30 (plateia lateral), R$ 15 (meia-entrada plateia lateral), R$ 20 (Balcão), R$ 10 (meia-entrada balcão) disponíveis no site www.ingressorapido.com.br pelo telefone 11 4003-1212 ou na bilheteria do Teatro de quarta-feira a domingo, das 14h às 19h. Mais informações: www.spcd.com.br