RICARDO FERRARI

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 O paulista Ricardo Ferrari , 39 anos, formado em Educação Física iniciou seu contato com a dança ainda na adolescência. Apaixonado por um estilo totalmente brasileiro e criado em meados dos anos 80, em Porto Seguro/BA, dedicou -se a estudar e ministrar aulas de lambada em nosso país e no mundo. Sendo considerado um dos principais nomes do estilo no Brasil. Sem contar que há sete anos fundou o grupo Movimento Lambazouk na cidade de São Paulo,que é reconhecido por ter muitos seguidores, dançarinos e apaixonados por esta arte.

Conheça a história e o trabalho de Ricardo Ferrari que tem por objetivo deixar esta dança tão brasileira sempre viva.

Como foi seu ingresso no mundo da dança?

Apesar de ser uma criança tímida eu sempre gostei de música e de dança. E na minha infância ouvia Beto Barbosa , Luiz Caldas e muito axé que era o que estava em alta no cenário nacional. Mas por volta dos 15 anos viajei para Porto Seguro, na Bahia com minha escola e tive a oportunidade de ver e aprender de perto a Lambada e o Axé, e assim comecei a me dedicar mais a arte de dançar.

Por que escolheu o Lambazouk como seu estilo de dança principal?

Eu sempre dancei lambada e zouk. E com o passar do tempo , a paixão pelo estilo e vontade de preservar a história da lambada, pois não queria que a raiz desta dança se perdesse, foi o principal motivador para seguir no  lambazouk.

Quando e porque criou o Movimento Lambazouk?

Em 2011 senti a necessidade de montar um grupo que deixasse sempre viva a cultura da Lambada. E isso se estendia ao Zouk que começou a ser dançado no Brasil  logo após a era da lambada , claro pensando tanto em música como em dança. Além disso, queria difundir o estilo para o maior número de pessoas possíveis, trazer novos adeptos e unir aqueles que como eu sentiam paixão por este estilo, o lambazouk. E este objetivo , para mim, não tem fim e continuarei sempre a levar o amor por esta dança para todos.

Quanta pessoas integram atualmente o Movimento e sabe dizer quantas pessoas já passaram pelo grupo?

Hoje temos uma média de 23 pessoas ativas no Movimento Lambazouk. Mas na história do grupo mais de 70 dançarinos já integraram em algum momento este movimento.

Qual a faixa etária que mais procura por aulas de Lambazouk?

Na maioria das vezes são pessoas entre 20 a 35 anos que buscam as aulas de Lambazouk. Mas temos pessoas de todas as idades que amam dançar este estilo e fazem aulas. Já tivemos até crianças aprendendo Lambazouk e fazendo parte de nosso grupo.

Além do trabalho desenvolvido no Brasil, você já esteve em outros países levando o Lambazouk.Quais lugares são estes?

Já ministrei aulas em Barcelona/ Espanha, Brno e Praga/República Tcheca, Koln /Alemanha, Helsinki/Finlândia, Stocolmo/Suécia, Miami e Key West/ USA, Moscou /Rússia e Buenos Aires /Argentina.

Qual a receptividade dos estrangeiros em relação ao Lambazouk?

Existem muitos estrangeiros que são apaixonados pela nossa cultura e  nossa dança. Mas como a maioria destes lugares não contam com  aulas regulares do estilo, a única forma deles conseguirem mais informações e aprender são através dos congressos ou vídeos na internet. Posso dizer que eles gostam muito do Lambazouk , e todas as vezes que ministrei aulas fora do Brasil , seja em congresso ou workshops, sempre percebi uma aceitação incrível dos alunos.

Você já participou de algum campeonato de dança? Qual o seu contato com estes campeonatos atualmente?

Sim, participei de  campeonatos nacionais, internacionais e mundiais que contam com a modalidade Zouk, ganhando o 2º lugar na Argentina e  dois 3º lugares no Mundial de Porto Seguro, BA.Hoje em dia, não sou mais competidor , mas treino e incentivo meus alunos á participarem dos campeonatos atuais. E tenho muito orgulho dos resultados obtidos por eles , pois desde a criação do Movimento Lambazouk sempre  tive casais competindo na etapa final das principais competições , tanto amador como profissional, e em alguns casos ganhando o título.