Quarentena acabou, e agora!

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O que vem depois da Quarentena

O fato é que as estruturas antigas não estão funcionando, não conseguem respostas eficazes aos novos desafios. A pandemia do corona vírus mostrou isso. Teremos que buscar novas formas de relacionamento, de intercâmbio, de produtividade, de aprendizado, etc. A internet, de algum modo, já vinha sinalizando essas novas possibilidades.

A dança presencial faz toda a diferença. Torna-se insubstituível . Sem duvida nem tudo pode ser feito on line, mas terá também de se adaptar aos recursos das tecnologias de comunicação. E qual o impacto disso na arte da dança? Ainda não sabemos. Mas é fato que estamos vivendo uma época de transição, aonde "ideias inovadoras" mais uma vez vão se impondo à nossa realidade.

Certamente todas essas mudanças, que já estão influenciando a dança e nos levarão a um modo novo, em muitos aspectos. Praticamente todos os países com registros de covid 19 interromperam suas atividades e optaram por aulas online, mas no Brasil estas aulas esbarram na desigualdade social desde acesso a internet até infra-estrutura para aquisição de piso e barras. Todas essas transformações estão em aberto. Na Europa diversas escolas e academias adotaram um modelo hibrido entre presencial e online, como aulas, ensaios, formação dos professores e etc.

Com as escolas e academias de dança fechadas há mais de 3 meses, realizamos rápida pesquisa entre dezenas de escolas por todo o país, quase 80% delas não estão se preparando para retomar suas atividades e nem tem estratégias para evitar o abandono de alunos (76%). Muitas ainda nem se deram conta que existem diversos protocolos para reabertura (leia matéria anterior). A previsão é que haja uma volta escalonada de funcionamento de escolas e academias dependendo de cada cidade e região do Brasil.