Internacional NEWS

blog-image
Compartilhe

NEWS

Por Celi Barbier

Primeiramente, o famosíssimo Maestro Valery Gergiev, diretor-geral do Teatro do Mariinski e diretor da Orquestra Sinfônica de Munique, foi demitido do cargo na Orquestra. Depois, foi Igor Zelensky, diretor do Balé de Munique, o Bayerisches Staatsballet, que se demitiu. Por motivos familiares, como registra o Abendzeitung (Jornal da Noite), em 5 de abril 2022. Mas a esposa permanece como Mestre de Balé. Por hora a Companhia segue tendo como diretores, o diretor geral dos professores Thomas Mayr e Judith Turos, esperando a decisão do Ministério da Cultura, quanto à nominação do novo diretor /a. Thomas e Judith desempenham-se muito bem dos seus cargos, pois são “filhos da casa”.

Na abertura da Semana de Balé, tivemos a coreografia Os Quadros de Uma Exposição, música de Modesto Mussorgski (versão para piano). Conhecendo a obra (Opera, Boris Godunov), sabia que o último dos quadros era O Grande Pórtico de Kiev. Alguma coisa iria acontecer. E aconteceu. Ratmansky, que chegava para os aplausos, tira do bolso de seu blue-jeans uma diminuta bandeira da Ucrânia, acenando com ela ao público – que não sabíamos se aplaudia a coreografia ou a bandeira. Aplausos calorosos, má non troppo. É bem verdade que o público de Première em Munich é muito especial. Nos outros espetáculos, a mensagem foi mais explícita. Um longo panneau com as cores da bandeira ucraniana serviu de fundo à coreografia.  

Num outro diapasão, o grande coreógrafo Martin Schläpfer, diretor do Balé da Ópera de Viena, o Wiener Staatsballet, diante dos inúmeros CV recebidos (bailarinos em situação humanitária excepcional), deu um passo à frente, decidindo pelo momento contratar dois. Também a Academia de Balé (Balletakademia), sob a direção de Christiana Stefanou, incentiva a ideia de proteger e ajudar os jovens futuros bailarinos(as), segundo suas capacidades. Três já foram aceitos e, breve, serão outros mais. Stefanou mantém contato estreito com a Escola de Balé de Kiev e o Kiev Choreographie College para facilitar o processo de ajuda aos alunos. Bravo!

E, para continuar as boas notícias, um novo primeiro solista passa ao Wiener Staatsballet: Brendan Saye. Nas palavras de M. Schläpfer, “é um fenômeno excepcional. Sua dança combina habilidade técnica estupenda, fluida, com grande expressividade artística, bem como impecáveis linhas clássicas, fidalguia e elegância raramente vistas com tão impressionante beleza. É um parceiro sensível, soberbo, por certo o sonho de uma bailarina dançar com ele. A gama de papéis de Brendan Saye estende-se do Príncipe Florimund de Rudolf Nureyev e do Apollo de George Balanchine ao repertório contemporâneo. Terei o prazer de apresentá-lo à nossa audiência como primeiro solista do Balé Estatal de Viena a partir de setembro 2022”.

E nós também!