[H3O]mens

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A investigação particular do que é ser homem, do homem diante de outro homem, e dançando para outro homem é o ponto de partida de [H3O]mens, espetáculo de dança que mescla teatro, performance e música. Montagem com direção de Carlos Canhameiro, da Cia Les Commediens Tropicales, faz apresentações gratuitas de 8 a 10 de junho, sexta-feira e sábado às 21 horas e domingo às 19 horas, no Teatro Cacilda Becker e dia 11 de junho, segunda-feira, às 20 horas, no Teatro de Contêiner Mungunzá.

Em [H3O]mens, os atores e bailarinos André D.O., Rafael Bougleux e Rafael Ravi levam à cena – completamente nus – as coreografias de Morena Nascimento (bailarina que já integrou a Wuppertal Tanztheater da coreógrafa Pina Bausch), Andreia Yonashiro e Maristela Estrela. Contemplado pelo ProAC Circulação Dança de 2017, o espetáculo estreou em 2015 na cidade de Ribeirão Preto e já passou pelas cidades de Leme, Descalvado, Campinas, São Carlos, Sertãozinho, Sorocaba, Jundiaí e Araraquara.

As coreografias do espetáculo foram criadas e desenvolvidas a partir da pergunta/provocação: o que sou quando um homem está sobre mim e o que sinto quando vejo um homem, elaboradas pela Cia 4 pra Nada para as três coreógrafas convidadas. Após a criação individual e sem restrições, as coreógrafas foram para a cidade de Ribeirão Preto (em diferentes datas) e ensinaram as coreografias para os três atores e bailarinos integrantes do espetáculo.

Masculino e feminino

[H3O]MENS é um desdobramento dos trabalhos cênicos anteriores da Cia. 4 pra Nada, de Ribeirão Preto. Longe de querer criar um material cênico que dê respostas ao que é ser um homem em detrimento a uma mulher ou um estudo do masculino e feminino, aproximações e dissonâncias, o grupo deseja esmiuçar um mundo, que cada vez mais, abre espaço para as pessoas construírem um sentido para a própria vida. Ao mesmo tempo, um mundo onde cada vez há menos tempo para investigar os sonhos, desejos e afetos. Os papéis masculino e feminino estão sofrendo transformações aceleradas e em meio à turbulência, é preciso que se busque o nexo do gênero.

Segundo o diretor Carlos Canhameiro o ponto de partida de [H3O]mens é o livro A Construção Social do ser Homem e ser Mulher, de Anailde Almeida, mas ele ressalta que a montagem não pretende fazer qualquer adaptação do livro, apenas usá-lo como provocador do processo criativo. “A dança, teatro e intervenção que buscamos com esse projeto não anseia representar qualquer escrito teórico. Desejamos que o encontro dos homens em cena, com as interferências das coreógrafas, seja suficiente para uma comunhão do tema almejado entre bailarinos e público”, explica ele.

Sobre a Cia 4 pra Nada

A Cia. 4 pra Nada surgiu em 2010 em Ribeirão Preto entre a união de artistas da cidade com coordenação e direção de Carlos Canhameiro. Com o propósito de experienciar híbridos de linguagens, como teatro, dança e performance, tem em currículo a obra [AMOR em fragmentos] inspirada no livro Fragmentos de um discurso amoroso, do filósofo francês Roland Barthes, cuja estreia aconteceu no Festival de Teatro de Ribeirão Preto (obra contemplada com o Programa de Incentivo a Cultura - PIC - Ribeirão Preto 2011) e [outras] histórias reais, inspirada no livro Histórias Reais, da artista plástica francesa Sophie Calle, cuja a estreia aconteceu no Sesc Ribeirão Preto (obra contemplada com o Programa de Incentivo a Cultura - PIC - Ribeirão Preto 2012). Ambas as peças, são influenciadas por características do teatro-dança e do teatro performativo. Em 2013, também contemplada pelo PIC (2013), a Cia. se propôs a investigar os caminhos da intervenção urbana inspirada pela atitude do grafiteiro inglês Banksy. Como resultado nasceu a obra [em] quadros, com direção de Michele Navarro. A obra intervém por diferenciados espaços, dos centros urbanos. A cia. em processo de novas experimentações e com portas abertas para artistas de Ribeirão Preto, pretende ser um espaço constante (e mutante) de criação e discussão sobre as artes contemporâneas e seus legados.

[H3O]mens – De 8 a 10 de junho, sexta-feira e sábado às 21 horas e domingo às 19 horas, no Teatro Cacilda Becker e dia 11 de junho, segunda-feira, às 20 horas, no Teatro de Contêiner Mungunzá. Com a Cia 4 pra Nada. Coreografias – Morena Nascimento, Andreia Yonashiro e Maristela Estrela. Direção – Carlos Canhameiro. Atores/ bailarinos – André D.O., Rafael Bougleux e Rafael Ravi. Cenários e Figurinos – Carlos Canhameiro e Cia 4 pra Nada. Iluminação – Daniel Gonzalez. Duração – 75 minutos. Não recomendado para menores de 18 anos. GRÁTIS – Retirada de ingressos com uma hora de antecedência nas bilheterias dos locais de apresentações.

TEATRO CACILDA BECKER – Rua Tito, 295 – Lapa. Informações – (11) 3864-4513. Acesso para deficientes físicos. Capacidade – 198 lugares. Bilheteria – Abre uma hora antes do início das apresentações.

TEATRO DE CONTÊINER MUNGUNZÁ – Rua dos Gusmões, 43 – Luz (próximo à estação Luz do metrô). Acesso para deficientes físicos. Capacidade – 99 lugares. Bilheteria – Abre uma hora antes do início das apresentações.