GRUPO ZUMB.BOYS

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Com 14 anos de existência, o Grupo Zumb.boys completa 10 anos dedicados à uma intensa pesquisa cênica, o que eleva o patamar de criação no cenário das danças urbanas. Em setembro o grupo realiza um mês de programação especial em diversos espaços para compartilhar esta trajetória de criação! O grupo vem se destacando ao realizar um trabalho incrível feito por b.boys que valoriza a cultura de danças urbanas e propõe reflexões sobre a sociedade por meio da dança.

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DO GRUPO ZUMB.BOYS COMEÇA EM ERMELINO MATARRAZO

No dia 02 de setembro, em Ermelino Matarazzo será iniciada uma grande mostra voltada para os 10 anos de pesquisa cênica do Grupo Zumb.boys. Para compartilhar esta pesquisa com a população e demonstrar a importância de um trabalho como este no cenário da dança, o grupo preparou uma programação muito especial gratuita, para todas as idades. Além de uma exposição, mostra de repertório e ciclos de conversas, haverá a participação especial de muitos artistas e coletivos convidados em diferentes ações.

Famoso por realizar uma intensa pesquisa na área de danças urbanas, o Grupo Zumb.boys, que tem a frente o diretor Márcio Greyk, ao longo dos anos vem construindo um trabalho sólido e potente. O grupo formado exclusivamente por b-boys vem realizando intervenções urbanas, estudos de campo e interagindo com outras linguagens artísticas, com o objetivo de aprimorar o seu trabalho e sua pesquisa. O resultado são espetáculos potentes, sensíveis e que propõe importantes reflexões sobre o comportamento na sociedade contemporânea, através da dança.

Apesar de um cenário conflituoso e repleto de percalços, o Zumb.boys, no alto de seus 14 anos de existência, abre um espaço para que a população conheça seus 10 anos de pesquisa cênica e realiza um mês especial com uma super programação que pretende compartilhar o que foi construído ao longo desta importante jornada.

O Grupo Zumb.boys, que desde o início se mantem antenado ao olhar criador em danças, permanece em seu fazer artístico/cultural propondo reflexões através de seus espetáculos, transitando por todos os lugares e dialogando com todos os tipos de público. E é seguindo a proposta inicial de ampliar e elevar o patamar de pesquisa com as danças urbanas e direcionando o olhar para as culturas marginais, que o grupo convida a população para participar de toda a programação, cuidadosamente selecionada. Serão apresentados na mostra os espetáculos: B.E.C.O. [B.boys em Construção Original], Dança por Correio, Ladrão, O que se rouba e Mané Boneco. Haverá também um bate-papo sobre as formas de criação em dança utilizadas ao longo dessa jornada para desenvolver seu trabalho cênico, uma compreensão e entendimento sobre o cenário atual da dança e a exposição da trajetória deste grupo periférico que, levando questionamentos e discussões sobre temas ligados à sociedade, segue sem desistir do objetivo de fortalecer e buscar caminhos de igualdades no acesso a condições para desenvolvimento e permanência cultural.

O Grupo Zumb.boys surgiu com a proposta do diretor Márcio Greyk de criar uma linha de pesquisa nas danças urbanas, transformando a ideia de ser uma dança apresentável apenas nas ruas, para ser levada aos palcos, através de uma estrutura de pesquisa, produção e criação. O grupo traz em sua formação atual os bailarinos Danilo Nonato, David Xavinho, Márcio Greyk, Eddie Guedes, Igor Souza e Guilherme Nobre, que possuem diferentes históricos na dança contemporânea, participando do processo criativo de importantes companhias como OMSTRAB, Cia. de Dança, Teatro Ivaldo Bertazzo, Gumboot Dance Brasil, Núcleo Luz, Fragmento Urbano entre outros.

“O grupo percebe a força que a dança carrega para aproximar pessoas e encontra nela uma ferramenta que esta a serviço de algo maior: discutir corporalmente questões que são carregadas enquanto grupo da Zona Leste de São Paulo. São anos trabalhando com a mesma lógica de propulsão criadora, corpos marginalizados, desigualdades, invisibilidade etc. Vivemos, discutimos e levamos essas questões para a cena e para qualquer lugar. Está no corpo periférico de cada integrante do Zumb.boys, está nas aulas que oferecemos, está no ônibus, esta nas relações diárias contidas no nosso pensar e contribuir socialmente. É nesse fazer e no pensar sobre o agir no mundo, que se constrói a identidade do coletivo”, explica o diretor Márcio Greyk.

Ótima oportunidade de se aproximar e conhecer este grupo que vem apresentando um trabalho inédito na cena da dança, expandindo possibilidades de investigação corporal e corroborando com novas estruturas de pensamento criativo, valorizando a cultura de danças urbanas e elevando seu patamar de pesquisas nessa linguagem. O Zumb.boys segue resistindo bravamente com seus projetos, buscando caminhos para visibilidade/protagonismo periférico e das culturas marginais. Mais informações em:  www.facebook.com/grupozumbboys /  www.instagram.com/zumb.boys