ESPETÁCULO INCORPO NO TEATRO ZIEMBINSKI

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Espetáculo InCorpo  tese memórias ocorridas na infância; experiências conflituosas que declaram a presença da discriminação, da falta de respeito e da relação de poder entre gêneros; do orgulho de falar o seu próprio nome e de exaltar através da oralidade o nome de personalidades femininas da história. InCORPO questiona na cena: Quando você olha o que você vê? 

 
O foco da composição do espetáculo está na integração entre movimento corporal, intervenções sonoras e o acordamento de memórias pessoais e coletivas durante o processo cênico, percebendo como esses elementos podem ser catalisadores para o intérprete trazer à tona um vocabulário novo de movimentos e gestos repletos de imagens, sentimentos, histórias e comportamentos. Na proposta estimulamos o intérprete-pesquisador a materializar uma identidade singular por meio de ações e reações, de fluxos de movimentos, imagens, palavras e estados do corpo, e assim, desenvolver uma dramaturgia corporal.

Entendemos o corpo nesta pesquisa como nos fala Jean-Yves Leloup (1998, p.9) “um lar de profundas memórias, Vida incorporada, corpo da Vida.” Ao propor um mergulho na memória de cada intérprete dentro do processo de composição, partimos para uma investigação profunda de como cada corpo pode acessar suas energias e quando acessadas o lugar do corpo físico e seus estados de presença são alcançados. Percebemos que a fisicalidade de cada corpo não vem apenas do movimento, mas de uma memória que é acionada através de uma pesquisa sobre os gestos, os gostos, as sonoridades, as vivências e de um movimento que não se encontra anterior ao fazer, a memória se encontra em movimento.

Os estímulos para criação: leitura de textos, debates sobre fatos atuais, laboratórios cênicos, entre outros, visam e estimulam continuamente a reflexão de cada intérprete-pesquisador sobre a sociedade ao qual está inserido sua condição e opção: memórias da infância abastarda ou pobre; das questões de sexualidade e gênero; dos ritos culturais e religiosos; do ativismo, da sociabilidade e da política. Os estímulos utilizados em laboratórios potencializam um modo de cada um conhecer a si mesmo e o outro, bem como de transmitir por meio da encenação conhecimentos e identidades.
 

​Performance Fé N​C​orpo  revela memórias rituais da intérprete nos entremeios de movimentos, gestos e expressões. O corpo em fé é uma recordação no corpo, um ato que é ao mesmo tempo tradicional e singular. O corpo é apresentado como um arquivo que condensa um saber pelos movimentos verbais e não-verbais, com a finalidade de, transmitir e conservar a memória de um grupo.

 

A pesquisa estética gestual da performance Fé no Corpo se ancora na riqueza das práticas performativas afro-brasileiras. A encenação oferece ao espectador, de maneira variada e poética, uma visita ao corpo em fé, o qual nas representações cotidianas organiza práticas rituais, que se expressam através da linguagem dos gestos. O corpo em fé nas tradições afro-brasileiras se apresenta como um arquivo que condensa um saber pelos movimentos verbais e não-verbais, com a finalidade de, transmitir e conservar a memória de um grupo.

 

 

Serviço - PROGRAMA DUPLO DE DANÇA CONTEMPORÂNEA - espetáculo InCorpo e performance Fé No Corpo

 

MARÇO:

​SEXTAS-FEIRAS - ​10, 17,  e 24 de março​ - 19h

QUINTA-FEIRA - 23 de março - 19h ​

​Classificação indicativa para maiores de 12 anos 

Duração: 60 minutos

 

ENTRADA FRANCA

Teatro Municipal  Ziembinski-End: Rua Heitor Beltrão, s/n – Tijuca -Tel: (21) 3234-2003-- em frente à Estação do Metrô São Francisco Xavier

Acessibilidade para cadeirantes

Ficha técnica

Direção, roteiro e coreografia: Tatiana Damasceno

Intérpretes criadores: Tatiana Damasceno ,  Daniele Noronha, Jefferson do Nascimento, Henrique Bellas, Renata Borges e Mirian Miralles