DSÍ - O ETERNO CONTINUUM NA BUSCA DE SI MESMO

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Dsí, Instalação Performática que inaugurou no dia 02 de dezembro (dia 1º para convidados) a Sala Jobim, no elegante espaço cultural do Jardim Botânico, traz como marca o sujeito contemporâneo e a potência da sua gestualidade, que ao incorporar a obra de arte se reconhece e reconhece o outro. Dsí, palavra recuperada do texto chinês I Ging, simboliza o eterno continuum na busca de si mesmo, através da consciência e da experimentação na vida e que se dá no, e, através do corpo. Para viver essa experiência primordial a coreógrafa Ana Vitória e a performer Carolyna Aguiar caminharam sob os deslizantes e, porque não, desestabilizantes terrenos das artes performativas, da dança marginal Butoh e dos relatos autobiográficos que potencializam o encontro da vida com a arte. No jogo dessas ações, artistas propositores de outros modos de performatividade se alinham ao desejo dessas artistas para dar corpo e contorno ao ato performático; como a artista plástica mineira Lygia Clark (1920-1988) e sua radical posição de propositora, quando dá ao outro a autoria da obra de arte, não mais um produto, e sim um acontecimento que se dá entre, e a Mestra da dança também mineira Angel Vianna (1928-) ao destituir do corpo o lugar das fixações e engessamentos, fazendo-os projetar-se no espaço que o apoia e acolhe. Doutora em artes cênicas, a coreógrafa Ana Vitória vem desenvolvendo sua pesquisa artística ao longo de 18 anos sobre memória e autobiografia na dança e desde 2009 dialoga intimamente com as ideias da artista Lygia Clark, criando a partir deste intensivo encontro suas obras performáticas, inaugurada com – Afinal, o que há por trás da coisa corporal? Para ela uma das mais intrigantes interrogações clarkiana. Em DSÍ, a artista Carolyna Aguiar reúne parte da sua história afetiva, que também se distende do encontro com Clark e Vianna, para recuperar a memória do seu corpo e suas imagens primordiais, ritualizando seus gestos e integrando o outro, espectador deste acontecimento, na força de sua dança visceral. FICHA TÉCNICA Instalação Performática e Direção Geral: Ana Vitória Performer: Carolyna Aguiar Execução da Instalação: Sergio Marimba Desenho de Luz: Aurélio de Simoni Pesquisa musical: Ana Vitória Trilha sonora: Antonia Adnet Preparação Corporal (Dança Butoh): Alain Alberganti Identidade Visual: Ana Carolina Montenegro Fotografia: Renato Mangolin Videos: Monica Prinzac Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti Produção: Ro Milani – Gam Produções Idealização do Projeto: Carolyna Aguiar Realização: 8 Tempos SERVIÇO Abertura para convidados: dia 1º de dezembro, às 21h Temporada: de 02 a 18 de dezembro (12 apresentações) Local: Sala Jobim Endereço: Parque Jardim Botânico (Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico – RJ) Informações: (21) 22747012 Horário: quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 20h Ingressos: R$ 40,00 Bilheteria: de terça a domingo, das 14h até o horário de início da performance Capacidade: 50 lugares Gênero: Instalação Performática Duração: 50 minutos Classificação etária: 16 anos CURRÍCULOS ANA VITÓRIA Bailarina e coreógrafa baiana, graduada pela Escola de Dança da UFBA, Mestre pela Universidade Gama Filho/RJ e Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO. Coordenadora da Pós-Graduação PCA e Professora Universitária da Faculdade Angel Vianna. No Rio de Janeiro, dirige a Cia Ana Vitória Dança Contemporânea desde 1996. Coreógrafa premiada; APCA (1997), MAMBEMBE (1998) e RIO DANÇA (1999), tem seu trabalho reconhecido no Brasil e no exterior, e conta do seu repertório 18 peças de dança, entre os seus solos como intérprete-criadora e espetáculos para Cias. Suas criações autorais levaram companhias brasileiras e estrangeiras a convidá-la para criar e remontar suas obras coreográficas. Suas peças coreográficas; O Exercício de Dom Quixote (2005) e Manuelagem (2006) foram indicados como melhores espetáculos do ano. Em 2008, Ana Vitória cria La Mariée solo para a bailarina Ana Botafogo e Cirandas Cirandinha, indicado pelos jornais O Globo e JB/RJ como melhor espetáculo do ano. É Conselheira Artística e Curadora do Festival de Joinville de 2010 a 2012. Em 2010 Ana Vitória inaugura sua Trilogia de Instalações Performáticas; Afinal o que há por trás da coisa corporal?, Pulsão do Laço e Ferida Sábia, no Centro Cultural dos Correios/RJ, Cavalariças do Parque Lage/RJ, Museu Rodin – Palacete das Artes/ BA, C. Cultural Helio Oiticica/RJ, Art Clark Center/ RJ e Galpão das Artes Tom Jobim/ RJ. CAROLYNA AGUIAR Cursou Artes Cênicas na UniRio. Formou-se na Escola e na Faculdade de Dança Angel Vianna , onde também concluiu pós graduação. Estudou na Escola de GDS com Ivaldo Bertazzo. No teatro trabalhou com os diretores: Daniel Hertz, Carlos Wilson, Sérgio Britto, Eduardo Wotzik, Luiz Artur Nunes, Domingos de Oliveira, Mauro Rasi, Paulo José, Daniel Dantas, entre outros. Muitas peças premiadas, como Pérola” de Mauro Rasi. Produziu e atuou no O conto da ilha desconhecida de José Saramago, com direção de Bel Kutner e Maria Clara Mattos e na A Carpa, de Denise Crispum e Melanie Dimantas, com direção de Ary Coslov. Atuou em Ana, Ensaios sobre o Tempo e o Vento, dirigido por Marcelo Aquino. Integrou a Companhia de Dança Esther Weiztman. Preparadora corporal de Deslocamentos Contínuos, de Ana Vitória e Marcelo Aquino. Atuou no filme Entre Dois Amores de José Carvalho. Na tevê, atuou na Manchete e em Fera Ferida de Aguinaldo Silva (dois prêmios atriz revelação) e Totalmente Demais, na Rede Globo.