.DANÇA PRA ESQUECER O VÔ.

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FABRÍCIO LICURSI ESTREIA .DANÇA PRA ESQUECER O VÔ. 

O ator, bailarino, diretor de movimento e iluminador Fabrício Licursi segue durante o mês de abril com a Residência TOPOGRAFIAS CORPORAIS no Centro da Terra. Nos dias 18 e 19 de abril, quinta e sexta-feira, às 20h, o artista apresenta o solo .dança pra esquecer o vô., um estudo corporal que permeia a dança e o teatro evocando a memória e o esquecimento de seu avô Antonio Marcondes, pai de seis filhos, chefe de uma central de correios do interior de São Paulo, comunista e maçom. O espetáculo, que tem influências da obra A Água e os Sonhos, de Gaston Bachelard, carrega em sua origem uma investigação corporal do sistema esquelético e de fluidos presentes no corpo humano. Para isso, Licursi utiliza a dança e o teatro para se debruçar sobre os temas e apresentar uma narrativa não linear, com lapsos temporais de movimento e falas, além de mostrar como o movimento e o fluxo corporal podem recuperar a memória. 

.dança pra esquecer o vô. integra a Residência TOPOGRAFIAS CORPORAIS, que tem como substrato o corpo. Na programação Fabrício Licursi apresenta trabalhos que se apoiam, não somente na dramaturgia da palavra, mas também em uma dramaturgia kinestésica, uma dramaturgia que se constrói pelo gosto de mover-se no espaço da cena como uma rede de sistemas fisiológicos que estão o tempo todo comunicando sensação e percepção. O convite para integrar a programação do Centro da Terra fez com que o artista pensasse e refletisse sobre a palavra “residência”, principalmente quando a dinâmica do contemporâneo impõe aos artistas estar em frenética atividade. “A princípio, soou estranho pensar em uma residência artística, pois não me vejo como um artista que reside ou cria sedimentações em espaços ou companhias. Ao mesmo tempo, a palavra ‘residência’ me levou a observar no que estou apoiado atualmente e quais as ferramentas e influências, que permeiam o meu trabalho, sem me sentir evasivo ou esvaziado de sentidos. Nesse vai e vem de pensamentos, a palavra que deixa rastro e aterra é a palavra corpo”, explica ele. Além de .dança pra esquecer o vô., a Residência Artística conta com a abertura de processo do solo Acidentes Geográficos – Estudo para novo solo (dias 25 e 26 de abril, quinta e sexta-feira, às 20h) e a Oficina Topografias Corporais: Anatomia do Movimento e Composição (dias 9, 16, 23 e 30 de abril, terça-feiras, das 14h30 às 17h).

Espaço de experimentação

A Residência Artística TOPOGRAFIAS CORPORAIS integra a programação de Artes Cênicas do Centro da Terra. O espaço cultural abre as portas para receber apresentações de teatro, música, dança e performance naquilo que mais lhe parece óbvio: o experimentar. Sem a busca por produtos definitivos ou meras apresentações circunstancias para cumprir temporadas, os artistas são convidados a construírem experiências cênicas e musicais, estéticas, dramatúrgicas, coreográficas, performáticas e conceituais. As Residências propostas pelo curador de Artes Cênicas Ruy Filho propõe à cidade um espaço de convivência com a arte em suas múltiplas possibilidades de discussão e vivenciação. “Na prática, os artistas residentes trabalharão suas pesquisas pelo período de um mês nas dependências do Centro da Terra, a fim de construírem investigações e estudos criativos que poderão resultar em espetáculos ou experiências estéticas abertas ao público. O projeto também estimula os artistas para que se aproximem de seus circuitos de criação, ampliando a presença de outros artistas”, explica o curador. Ao longo de 2019 as Residências, que já tiveram participações de Patrícia Bergantin e Márcia Nemer-Jentzsch,  contarão com os artistas  Rubens Veloso, Ana Carolina Marinho, Cristiano Burlan, Anna Zêpa, Mirella Brandi e Muep, Antônio Haddad, Juliana França, Tom Monteiro, Thaís de Almeida Prado, Rudnei Borges e Núcleo Macabéia. Alguns experimentos realizados nos últimos dois anos também foram convidados para uma “reocupação”, trazendo de volta à programação os trabalhos que começaram suas pesquisas no Centro da Terra, dando novas oportunidades para o público assistir, como os irmãos Pedro e Diogo Granato e os artistas Helena Ignez, Djin Sganzerla e André Guerreiro Lopes.

Sobre Fabricio Licursi

Ator, bailarino, diretor de movimento e iluminador. Formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e bailarino formado pelo método Nova Dança/SP. Sua formação e atuação nas artes cênicas tomam a perspectiva do movimento como base para instrumentalização, fundamentação e criação poética. No ano de 2010 reside em Berlim (Alemanha) e integra o Berlin Post School for Physical Theater-Dance, realizado no TanzFabrik, e estabelece parcerias com Elias Cohen (Chile), Minako Seki (Japão) e Shanoon  Coonney (Canadá). Hoje é bailarino convidado da Cia Oito Nova Dança, dirigida por Lu Favoreto, atua em peças teatrais em parceria com os atores Thiago Amaral, Fernanda Castelo Branco e a diretora Cristiane Paoli Quito. Entre espetáculos de teatro e dança atuou em A Canção da Terra, direção de Yoshi Oida; Skellig, direção de Cristiane Paoli Quito (Prêmio São Paulo Teatro Jovem e Infantil de melhor ator); Chorume, texto e direção de Vinicius Calderoni; Jacqueline, direção de Rafael Gomes; Um Bonde Chamado Desejo, direção de Rafael Gomes; Xapiri Xapiripê – Lá onde a gente dançava sob espelhos, direção de Cibele Forjaz e Lu Favoreto e ENSAIO, direção de Leonardo Moreira. Em cinema participou de Rio Heroes, direção Pablo Uranga (FOX Premium); O Negócio (4ª Temporada – HBO); PSI (3ª temporada – HBO) e 171 – Negócios de Família (Universal Channel), entre outros. Como preparador corporal/diretor de movimento assina: Os Passageiros (2010), Faca nas Galinhas (2012) e Do Amor (2015), com direção de Francisco Medeiros, No Nada (2015), direção Paulo Williams; Mergulho com a Cia. Delas, direção de Silvana Garcia; Gotas d’água sobre pedras escaldantes, Um Bonde Chamado Desejo, Não Nem Nada e ARRÃ, em parceria com os diretores Rafael Gomes e Vinicius Calderoni (Empório de Teatro Sortido). Em 2016 assina direção de movimento de Gota D’Água [a seco] (RJ) e Os Arqueólogos (SP), além de preparar a atriz Renata Carvalho para O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu.

Sobre o Centro da Terra

O Centro da Terra é um espaço cultural independente sem fins lucrativos mantido por Keren e Ricardo Karman. Inaugurado em 2001 e reformado em 2015, suas instalações abrangem um teatro com palco italiano, um ateliê, uma praça de convivência com um café, um terraço e salas multiuso. O teatro situa-se doze metros abaixo da superfície terrestre e foi aberto, após dez anos de obras e escavações no quarto e quinto subsolos de um edifício, no bairro de Perdizes, na capital paulista. Seu nome vem da sua localização subterrânea e é, também, uma homenagem ao espetáculo Viagem ao Centro da Terra realizado, em 1992, pela Kompanhia do Centro da Terra.  A programação é dirigida a todos os públicos, focada em produções, apresentações e ações de formação em Música, Artes Cênicas e Visuais que priorizem a linguagem contemporânea, e que dialoguem com a pesquisa da Kompanhia do Centro da Terra. A escolha da programação é feita por uma equipe de curadores que, a partir de suas pesquisas autorais, trazem para o Centro da Terra trabalhos experimentais de artistas emergentes e/ou consagrados, lançamentos, remontagens, temporadas pós estreia e projetos especiais. O local também abriga a escola de Arte Grão do Centro da Terra, que desenvolve um curso livre em que crianças e adolescentes participam de experiências nas diversas linguagens artísticas e que tem como fundamento a liberdade de criação, a ludicidade e a participação coletiva em percursos singulares. Atualmente o espaço conta com o Edital de Apoio aos Espaços Independentes da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

 

Quando e Onde

.dança pra esquecer o vô.

Dias 18 e 19 de abril, quinta e sexta-feira, às 20 horas, no Centro da Terra.

Com Fabricio Licursi | Orientação coreográfica: Lu Favoreto | Iluminação: Marisa Bentivegna | Mixagem Trilha Sonora: Marcelo Pelegrini | Produção: Corpo Rastreado.

Classificação indicativa – 12 anos. Duração – 45 minutos. Ingressos – Ingresso consciente (o público, consciente do trabalho envolvido para realização do espetáculo, e do valor que ele dá para vivenciar esta experiência, escolhe quanto acha adequado pagar pelo seu ingresso, de acordo com sua condição financeira) a venda pelo site https://www.sympla.com.br/centrodaterra.

Café do Centro da Terra – De segunda a sexta-feira, das 12h até o início do espetáculo.

 

CENTRO DA TERRA – Rua Piracuama, 19 – Perdizes. Telefone – (11) 3675-1595. Capacidade – 100 lugares. www.centrodaterra.org.br

 

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